O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Desfiladeiros de amor

La Yecla - Sto Domingo de Silos
Sem aviso
Entrei e fiquei na Igreja
Os monges entoavam a oração da tarde
Silos coberta de neve
Voltei
A mesma elevação, elegância e suavidade
Desejei
Comungar aquela paz paradisíaca

"Buenos dias tesoros"
Belo cumprimento de aniversário!

Em La Yecla
O dia amanheceu radioso
Serpenteei entre montanhas
Que se querem tocar
O canto gregoriano teimava em me acompanhar
Neve ou sol
Este desfiladeiro é arrepiante de beleza

Pela tarde festiva em Aranda de Duero
Cantei e dancei bailes repasseados
Ao som de outra música
Vinda do fundo dos tempos
Gaita de foles, realejo, tambores, flautas e castanholas
Os paus marcavam o ritmo
De antigas danças guerreiras
O mirandês ali vivido
Pleno de vivacidade e alegria

Música sacra, música popular
Desfiladeiros de amor
Voltámos os dois

Cheguei a tempo de abraçar os meus tesouros
Extraordinário! A minha mãe estava a pé!


4 comentários:

  1. Isto merece uma visita com chá! Voltarei!
    Bjos :)

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  2. Chá e bolinhos, como merecemos! E música, muita música! Gostei desta visita Odete, fico à espera da próxima! Bjuzz :)

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  3. Bem, Teresa, sabe bem a ginástica que faço!!! Já nem aos grupos poéticos vou, o que é gravíssimo!

    Poema de paz, de sentires ascéticos e crenças...Sensitivo. Parabéns! Bjos :)

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  4. Bela ginástica amiga! Eu adoro ser guia nesta sua passagem por Silos, La Yecla e Aranda de Duero:)E adoro as suas palavras! Beijinhos

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