O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

terça-feira, 22 de março de 2011

O teu poema

Candedo- Freixo E. à Cinta

Andei à procura de palavras
Para estar à tua altura
Queria dar-lhes calor, melodia
A intensa alegria
Que nas tuas encontrei
A subtileza do poema
Que de cor eu sei
E me percorre ainda

Vou levar a vida inteira
Para encontrar a maneira
De te proporcionar
A mesma alegria
E juntar em cada dia
Uma palavra de mim nascida
Um toque de poesia por ti querida
Por ti provocada

O que tenho para te oferecer
Parece que não é nada
Como um vinho que em espírito se apura
Em cepa de ternura
Assim, à minha maneira
Este poema
Vale a vida inteira

Teresa Almeida 20.03. 2011


4 comentários:

  1. Um poema saído duma cepa de casta refinada que só pode dar bom néctar.
    Já deu!!!

    Um beijo,

    Delaidica

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  2. Só se for uma casta duriense amiga :). Obrigada. Estou ansiosa por ver a tua exposição. Falta pouco. Beijnhos.

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  3. Que bela declaração de amor traduzida em poema dos mais expressivos. Tocante. Se, a teus primórdios poéticos, já escreves assim, minha boa amiga, é que tuas letras valerão uma vida inteira.

    Minha admiração, meu carinho.
    André

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  4. André, parece que as minhas palavras ganham calor, quando as entrelaças com as tuas.
    Obrigada.
    Beijinho.

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