domingo, 13 de março de 2011

Ponto de água

Escondida no cerrado
Há uma represa feita lago
Um ponto de água
Que por magia
Descobri quando corria
Um espelho de ilusão
Pequeno e atrevido
O mundo virou do avesso
Ninguém passa sem se mirar
E na imensidão mergulhar

Espectaculares aqueles tons
Em profundidades mergulhados
Que se penetram e interpenetram
Em mistérios evoluem
Entre céu e terra serpenteiam
Sonhos e desejos de infinito
Desencadeiam
Um pequeno broche antigo
Entre pregas de decote
Escondido

Teresa Almeida 13.03.11

8 comentários:

  1. Soube-me bem este comentário! É o primeiro!:)
    Mil beijos filhota!

    ResponderEliminar
  2. Speilha l´alma
    l cuorpo i l coraçon
    nessa auga.

    Deita-te na fraga
    adonde me deitei tanta beç
    adonde chorei
    adonde ri
    adonde passei la nineç.

    Bei-te al speilho
    dessa auga cristalina
    mira-te freixo
    ó carbalho se perferires
    pára l tiempo
    i...
    bei-te nina!

    Un beisico

    Delaidica

    ResponderEliminar
  3. Não me surpreende que a lagoa que te viu crescer continue a inspirar a tua alma de poetisa mirandesa, a língua em que devem ser cantados aqueles encantadores cerrados! Vês Delaidica, como também eu nela me espelhei e a minha meninice libertei!
    Beisicos
    Tresica

    ResponderEliminar
  4. Uma delícia, uma evocação de menina e moça! Belo! Bjoss :)

    ResponderEliminar
  5. Deliciosas paisagens, passeios, conversas, merendolas... Odete, é melhor vir também! Qualquer época é inspiradora! Bjuzz

    ResponderEliminar
  6. Muito interessante essa "transubstanciação", se ouso dizer, da imagem por olhos vista ao sentimento-sensação experimentado. Belo poema, minha amiga, visual e imaginário, porém, de uma sutileza quase extrema na mensagem que comporta.

    Excelente!

    ResponderEliminar
  7. Encanta-me a tua apreciação, André - como se tivesses calcorreado connosco os caminhos da Especiosa e, de repente, tivesses mergulhado na magia da pequenina lagoa. A minha alegria é ainda maior porque a descobriste nas minhas palavras.
    Obrigada.
    Grande abraço.

    ResponderEliminar

O buraco da moura