O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sábado, 14 de maio de 2011

Na praia arde o teu luzeiro

Na praia arde o teu luzeiro

Enterro as pernas na areia
Num banho de sal verdadeiro
Ondas em cadenciado movimento
Não sei se mergulho ou levito
Em sonhos que acenam ao largo
E fico presa no  primeiro

Nem quero palmilhar a baixa
Procurando o último grito
Da moda  me distancio
Enterro a pernas na areia
Cubro-me do mais belo luar
Em azuis de céu e mar

Foi em mim que desenhaste
Caminhos de lua nova
Era verde o nosso  momento
Cristalinas as gotas de água
Que pintaram o arco iris
Na primeira madrugada

Não me deslumbra o paquete
Nem os brilhos de cruzeiro
É aqui  que se acendem
Estrelas no meu corpo
É nesta nesga de praia
Que ainda arde o teu luzeiro

Teresa Almeida 14.05.11

4 comentários:

  1. Como é possivel passar por este poema e ficar calado. Ninguem comenta?
    Conheço blogues que somam palavras sobre palavras (quase como um dicionario...) e estão cheios de "opiniões doutas" de pessoas, algumas delas, com poeta como sobrenome.
    Enfim. Agora pergunto-me. Por onde andava eu que ainda não "te tinha descoberto"?.
    Nunca é tarde.
    POEMA lindissimo. Cheio de emoção. Parabens
    Beijinhos
    Ricardo

    ResponderEliminar
  2. Obrigada pelo incentivo. Fico tão feliz! :)
    Beijinhos
    Teresa

    ResponderEliminar
  3. Deixo só um bjinho de parabéns. Comentei no face (nesta fase, apesar de não ter tempo, sempre fica mais acessível...) :)

    ResponderEliminar
  4. Pois Odete, é a hora de saboreares a tua obra!
    Gostei da visita. Obrigada. Beijinhos

    ResponderEliminar