O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nunca estive na tua varanda


Mas escrevo debruçada nela
Onde os anseios trepam alto
Ondulam em cores do arco-íris
Nascidas num cordão de mar
E m algo é preciso  acreditar

Do negro ventre da tua ilha
Brota um néctar rubro, perfumado
E o verde esperança dos campos
Em  frequentes chuvas acariciado
Em carne e leite é transformado

Até as nuvens ao Pico desceram
E do fogo das entranhas
Uma nave espacial fizeram
E se o governo desgovernasse
Seria natural que voassel

Escrevo  de um amor original
Sei que uma lágrima assomaria
Se na tua varanda me sentasse

Teresa Almeida 21.05.2011

4 comentários:

  1. Olá Teresa.
    Já comentei este POEMA no face.
    Continuo a achar uma pena o alheamento das pessoas que passam pelo teu blogue. Mereces mais do que um simples "passar de olhos". Enfim.
    Beijinhos e obrigado por escreveres
    Ricardo

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  2. Gosto muito do que escreves Ricardo. As tuas palavras dão-me muito alento.
    Beijinhos e obrigada por leres.
    Teresa

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  3. Concordo totalmente com o que disse o teu leitor acima (Ricardo). Tua visão poética é singular, minha boa amiga, é dinâmica, transformadora e, quase sempre, inesperada. Uma originalidade que tonifica o texto.

    E, quiçá, começo eu a descobrir, aos poucos, uma marca de teu estilo (ao menos nesta fase): essa subtil mutação do visto em sentimento, manifetando-se sempre no remate de cada poema.

    Continua nos dando sempre letras assim, obrigado.
    André

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  4. Sem esta pulsão afetiva, valeria a pena escrever? Sinto necessidade de extravasar o que sinto. Fico tão feliz, André, por valorizares a forma como o faço! Logo tu que és um escritor cheio de talento e, pelos vistos, muito generoso.
    Beijinho meu.

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