O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

domingo, 29 de maio de 2011

Os sonhos fazem-se ao largo


Quem assim se faz ao largo
ama muito, em demasia
não lhe basta qualquer sonho
quer antes desdobrar-se
em mares imensos de poesia

Os sonhos fazem-se ao largo
mas devagar, devagarinho
contornando correntes loucas
que traiçoeiras e repentinas
querem  bloquear o caminho

Inesgotáveis são os sonhos
que navegam em veleiros
imenso o mar que os embala
louca  a vontade de mudar
e com entusiasmo embarcar

Teresa Almeida 26.05.11

4 comentários:

  1. Teresa.
    O melhor elogio que posso fazer à tua POESIA é reconhecer que o mar que eu retratei é pequeno perante a imensidão das tuas palavras.
    Todos os dias quero ser veleiro, todos os dias quero sulcar mares, todos os dias quero ter palavras dentro dos POEMAS.
    Beijinhos de um agradecimento sincero ao tão bom uso que fizeste da minha foto. Parabéns.
    Ricardo

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  2. O teu mar e o teu veleiro inspiraram-me, por isso os roubei :)
    Não fiz essa travessia Madeira - Porto Santo porque o tempo não me permitiu. Ainda tenho essa nostalgia :(
    Com as tuas palavras fico a navegar...
    Muito Obrigada.
    Um xi <3

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  3. A busca constante, inesgotável na imensidão do mar... Belo, puro, poético...Foto de mestre, também...
    Bjuzzz, amiga :)

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  4. E nós pequeninos, a olhar a imensidão azul, atrevemo-nos a sonhar...
    Grata pela sensibilidade amiga Odete.
    Bjuzz

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