O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cavas fundo amigo


Cavas fundo amigo

não te comprazes
com  palavras bailarinas
que enfeitiçam e deleitam
fugazes e loucas  ilusões

Cavas fundo amigo
à luz de pirilampos
extrais pela raiz
angústias,  prazeres e paixões
e amas em fúria de tempestade

Cavas fundo amigo
queres da história a verdade
e arrancas varas verdes
palavras de transformação
que em fantasia  se  libertarão

Teresa Almeida  29.06.2011

2 comentários:

  1. Profundidade eivada de hipocrisia. Verdade. Vida autêntica...Tempo de outras eras. Gostei muito, amiga.
    Bjuzz :)

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  2. Mais um texto belissimo.
    Sim, como diz a nossa comum amiga Odete, profundo.
    Este poema "cava fundo". É só o que me apetece dizer!
    Beijinhos
    Ricardo

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