O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

domingo, 10 de julho de 2011

Devaneio


Gosto de um portão de mar
que me leve a casa
É num barco imaginário
que navega ao sabor da corrente
que tenho a minha morada
No mar o amor é diferente
Não faz frio neste leito
é no teu corpo que aqueço
quando me deito
Quero ficar noite alta acordada
há uma orquesta de cantores
que tocam e cantam de madrugada
E é em perfumes de alvorecer
que me sinto mulher
Quem fez este portão
é porque morre de amores
estou louca de paixão
Irei ficar de atalaia
pode aparecer o dono
e eu quero roubar-lhe o coração
se ele entrar no meu devaneio
talvez me ofereça o portão

Teresa Almeida, 06.07.2011

4 comentários:

  1. Lembro-me de se usar muito o termo "devaneio" nos romances cor-de-rosa...Em poesia, tudo é pretexto para belos devaneios!!!
    Gostei, amiga...
    (Leva-me contigo...Um dia! )
    Bjuzzz

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  2. Há cenários que fazem saltar a poesia...
    Se o portão for meu, mando logo fazer uma chave para ti! :)
    Bjuzz amiga.

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  3. Teresa.
    "No mar o amor é diferente,
    não faz frio nese leito"
    De facto. No mar o amor é enorme, a perder de vista, e o frio, esse, disfarça-se com com o calor que emana dos corpos em viagem.
    Grande poema. Gosto de, e como, escreves.
    Um dia quero ser o dono dum qualquer Portão do Mar. A chave ficará no sitio do costume...(por baixo do tapete...)
    Parabéns Teresa.
    Beijinhos

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  4. :) Eu deixo a minha chave no sítio do costume ... (atrás do vaso...)
    Os teus portões de mar são preciosos!
    Beijinhos

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