O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Serei eu?



Serei aquele rio agitado que não acerta caminho
e no abismo se lança
descontrolado?
Serei o lago azul aconchegado no teu peito
feito rochedo seguro e forte?
Serei a ave que julga que o mundo é seu
e abre asas a planar o céu?
Aquele caracol que escolhe caminho, devagarinho
serei eu?

Há instantes de uma grandeza tamanha
que me perdem de mim
Não sei que escala me suspende
O meu espírito é maior do que eu

É o amor que me prende?

Perdida no espaço, sem raízes, de lado nenhum
nem sei de onde sou
nem o que faço aqui

Teresa Almeida, 19-08-2011

2 comentários:

  1. És...Em palavras vertidas em poemas, tudo é possível.
    Questionamentos de que gosto!
    Bjuzz, Teresa :)

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  2. Questiono-me sempre amiga Odete.
    Agrada-me muito encontrar, neste meu cantinho, os teus comentários.

    Obrigada.
    Bjuzz

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