O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sábado, 3 de setembro de 2011

Da Índia, com saudade




Da Índia trouxe a seda               

que torna suave a minha pele

e mesmo que eu esteja despida

é da mais fina  seda que me vejo vestida


Da Índia trouxe sonhos imperiais

desfeitos em mares vermelhos de saudade

e templos de magia  imemoriais



Da Índia trouxe o calor que guardo no peito
e não me deixa arrefecer

 

Trouxe meiguice  e um perfume picante
                                                                                            em que te quero envolver









Esta melodia feita seda macia

eu trouxe da Índia

e não a quero esquecer

Teresa Almeida 13-11-2008

4 comentários:

  1. Trouxeste o brilho dos cabelos,
    Os rostos, na testa vermelhos
    E as sedas de encantar
    Que pela sua beleza,
    Teimarás em recordar.

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  2. Melodioso poema, com toques atrevidos que a evocação da seda faz emergir, a par de factos de outras eras que provocam sensações de leveza...Lindo! Bjos, amiga :)

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  3. É verdade Teresa, quando chegámos mascáram-nos a testa de vermelho. Foi o primeiro ritual.
    Depois enfeitaram-nos com grandes colares de papel de seda. Sentimo-nos indianos.
    É um povo muito afável e com modos suaves e fluídos como o toque da seda.
    Recordarei sempre. Obrigada amiga. Bjuzz

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  4. É verdade Odete,na Índia há perfumes picantes e toques sedosos!
    Encontrámos sinais indeléveis da presença portuguesa no património monumental e na toponímia. A nossa língua também ficou por lá e foi bem agradável conversar em português em tão longínquas paragens!
    Obrigada amiga. Bjuzz

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