O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nem sempre acerto o ritmo

Nem sempre acerto o meu ritmo às ondas do mar
 a mim parecidas no seu inconstante palpitar
A calmaria que eu  sentiria  se  nelas me embalasse
naquele  dia em que junto a mim despertaste

Nem sempre acerto o meu ritmo ao sabor do vento
que no meu olhar vai marcando o tempo
Mas agarrar-lhe-ia  a força de mudar de direcção
para contrariar a saudade que  me esfarrapa o coração

Nem sempre acerto o meu ritmo à trovoada
 que fustiga furiosa  sem ser esperada

De andar por aí descuidada não me importaria

sabendo que em cálido abrigo te encontraria

Teresa Almeida 25-08-2011

2 comentários:

  1. E porque não encontrar nestes "desacertos" o encanto de procurar acertar???.
    Eu nem sempre acerto nas palavras na procura dum cálido abrigo...
    Estás a escrever como nunca. Muito bonito.
    Beijinhos

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  2. Mas acertas no estímulo que recheia os teus comentários.
    Como te agradeço amigo.
    Beijinhos

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