O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Poema vadio

És um poema vadio
de rima desfeita espezinhada

As palavras, lágrimas sem fio
lançadas à toa na enxurrada
e de alma perdida

Foste escorregando  da linha
amar já não quiseste

Roubaram-te a raça pura das ideias

Moribundo tristonho e sem graça
de ser tu deixaste

Teresa Almeida 21-09-2011

4 comentários:

  1. Uma morte anunciada...Tristeza, lamento, nostalgia ou impotência perante outra realidade.
    Parabéns.
    Bjuzz, querida amiga :)

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  2. Todos nós, por vezes, já quisemos ser vadios à espera dum destino sem um porto de abrigo. Deixar vadiar a alma, errar na noite escura na esperança que o sonho passe (ou se concretize...).
    Há dias assim Teresa. Há dias assim...
    Beijinhos

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  3. Queremos sair deste atoleiro, mas andamos mesmo desanimados...
    Um lamento sim, amiga odete.
    Bem hajas por vires até aqui com o calor do teu sorriso.

    Bjuzz :)

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  4. Há dias assim Ricardo.
    Até parece que as palavras vadias se vão evadir do pesadelo...
    Obrigada pela forma maravilhosa como sublinhas os meus escritos.
    Beijinhos

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