O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

domingo, 30 de outubro de 2011

Amigos de Lagoaça


                       
É a saudade que aperta

e levou o amigo Ramalho

a abrir um portal sem medidas
e os amigos de Lagoaça
pardais destes e de outros tempos
andam agora num rodopio
e voam de galho em galho
em oliveiras de arribas
como nos lembra o Abílio


Uns escrevem pela noite dentro
outros ao romper da aurora
e os que comentam e apoiam
e como o Antunes contam

de Lagoaça a história
para matar a louca saudade
fazem aqui um grande encontro
uma página de amizade

É a saudade que aperta
quando o Sobral abre com graça
 memórias da fonte da praça
e dos passeios à estação
É a saudade que aperta
dos tempos que já lá vão
quando o nosso amigo Miro
recorda o encanto que tinha
um passeio à cruzinha

É a saudade que aperta
e bate forte nos Açores
Em tão exuberante natureza
até Deus se perdeu de amores
e quase todos os dias
recebemos do Manuel Pires
um especial  ramalhete de flores

4 comentários:

  1. Li as últimas postagens mas sabes que me é impossível comentar tudo...
    Homenagem sentida e uma verdadeira dádiva afetiva.
    Parabéns pelos escritos, amiga.
    Bjuzz :)

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  2. O tempo corre e leva-nos na frente...
    Obrigada amiga por este tempinho que me dedicas.
    Bjuzz :)

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  3. São também essas sonoridades bem urdidas que me encantam em teus poemas, minha boa amiga. Este "i" soante em rodopio, arribas e Abílio, contam com encontro, rimas toantes e sonoras de uma originalidade que não me passa despercebida.

    E na estrofe final, a repetição clara dos "ores" reforçam e dão um fecho brilhante a este teu poema-exaltação desse sentimento tão nobre que é a amizade entre seres humanos.

    Magnífico, Teresa, meus aplausos!

    O meu abraço com carinho,
    André

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  4. Agradeço a leitura e o carinho poético dos teus comentários.

    Bem hajas, André.
    Um abraço imenso,
    Teresa

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