O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Voo livre


Entrelaçam-se  heras nos meus sonhos
que tardam na despedida de Verão
Tento forçar o ferrolho de ferro
que minhas venturas aprisionou
Olho agora a porta viva
de paixões agrestes rachada
que  antiga e nobre arte guardou
Cá fora o Outono. Em voo livre
 folhas ardem em poesia
e em  pintura se tornou
o meu mundo sem estação

Teresa Almeida 17-10-2011

6 comentários:

  1. Uau!
    Fusão perfeita entre texto e imagem. Ambos lindissimos.
    Parabéns por este voo de palavras.
    (é altura de pensares passar para o papelestas maravilhas com que nos vais presenteando)
    Beijinhos

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  2. Lindíssimo, de facto, num Outono cheio de cor. Ass.: Guida

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  3. Obrigada pelas tuas palavras que fazem o meu voo mais leve e lindo.
    Tirei esta foto num passeio de "blogueiros" pelos caminhos de Caçarelhos. As fechaduras do velho portão são verdadeiras obras de arte.
    Beijinhos Ricardo

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  4. Bem-vinda Guida!
    Gosto tanto de te ver por aqui!
    Beijinhos

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  5. Entrelaçam-se heras nos meus sonhos

    que tardam a despedida do Verão…"




    Apenas este dístico, Teresa, pela beleza da imagem, já merece uma valiosa moldura.


    Teu pequeno poema é pleno de sentimento, de nostalgia,e de beleza. As imagens que dele se exalam, confundem-se com a que escolheste para ilustrá-lo. É um poema primoroso.




    Um verdadeiro deleite é, para mim, fruir de tuas tão belas letras, minha amiga, podes ter certeza.

    Um grande abraço com carinho, bem hajas.

    André

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  6. André,
    o teu generoso comentário enche-me de contentamento. Sinto as tuas palavras fluírem e entrelaçarem-se habilmente nas minhas, valorizando-as.
    Bem hajas, querido amigo.

    um abraço com imenso carinho.
    Teresa

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