O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

AS PALAVRAS PINTAM-SE NA TELA


É no caminhar que está a graça
É na procura que vive a paixão

A palavra e o tom cruzam-se
naquela melodia, que de tão bela
está sempre mais além
como canção que ainda não se inventou

As palavras pintam-se na tela
e um mundo onírico escapa-se através dela
como algo que dizendo-se não se diz

Em cada alvorada há um novo amanhecer
e o que eu era já não sou

Aquele novo tom que clareia
é um sentimento, que de tão puro e intenso
sonha múltiplas formas de expressão

Teresa Almeida 21-11-2011

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