O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sábado, 5 de novembro de 2011

SAUDADE




 


É de saudade que a alma geme
nas cordas de uma guitarra
É na noite imensa que a saudade nasce
... e carpindo memórias e desamores
se faz ao fado na palavra

Feita de capas negras ondulantes
rota de beijos e abraços escondidos
sendo vadia e louca por natureza
em bares e becos anda perdida
só no coração fica presa

É de saudade que a folha cai
e faz o outono corar de prazer
é com a brisa que canta se esvai
roça e mói de bem querer
e as cordas da guitarra faz gemer

Ser português é sentir a saudade
de sulcar mares de coragem e ousadia
é lutar contra a injustiça e a fatalidade
e não ter medo de voltar à mocidade
de um tempo em que o sonho não doía

Teresa Almeida 05-11-2011

4 comentários:

  1. Já te comentei este poema nos grupos poéticos. Lindo!
    Falta deixar um louvor pela imagem!!!

    Bjos, querida amiga :)

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  2. Agradeço amiga Odete.
    Gosto sempre de te ver por aqui.
    Beijinhos

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  3. Só a imgem te deixa antever o fado de Coimbra..mas logo as palavras te levam muito mais longe ao orgulho de uma cançao que ao corpo permeável se adentra no coraçao e na alma...Olha estes versos nao sao cantados¿?- porque me parece que na sua cadencia teem uma musicalidade natural para ser um fado memorável...beijo querida Teresa

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  4. Olá Inês! As tuas palavras também penetram o coração e a alma.
    Bem hajas amiga.
    Xi coração

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