O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PEDRA A PEDRA


                                             (do blogue Amigos de Lagoaça)
PEDRA A PEDRA

Pedra a pedra o blogue vai crescendo
como muro, alicerce de um povo
De um tempo em que as mãos edificavam
... e pedras aparelhavam
Como sonhos que sobreviviam
mesmo em terreno alcantilado

Companheiros da minha infância
como nos lembramos…
das casinhas feitas de pedras preciosas
pedaços que pelos caminhos ficavam
E aquelas mais redondinhas
moldadas pelo temporais
eram berlindes de mil cores

que às mecas jogavam

De tudo isto a vida se fazia
presa a muros graníticos de certezas
herdadas de nossos avós
homens e mulheres que de valores
muralharam o mundo
e seguro o sonharam para nós


Em muros de memórias e afetos
como cordões umbilicais
estaremos sempre ligados
mesmo sentindo que dia a dia

a esperança se esvai
e um cravo vermelho vai murchando
em cada pedra que cai

Teresa Almeida 02-11-2011

4 comentários:

  1. Bello poema lleno de recuerdos,el pasar del tiempo,un abrazo.J.R.

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  2. Deixo apenas um grande bjinho, nada iria acrescentar a comentários que já deixei noutros espaços!
    :) :):) :)

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  3. As pedras fazem história, edificada e afetiva.
    Neste teu apontamento, sinto que partilhas as minha emoções.
    Obrigada José Ramon.
    Um abraço.

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  4. Grata pela presença querida amiga Odete.
    Sabes que me deixas sempre luz.
    Bjuzz

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