O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PINCELADAS POÉTICAS - OUSADIA



Cumpre-se hoje o quadragésimo sétimo dia da abertura da tua primeira exposição de pintura – “PINCELADAS POÉTICAS”- e, simultaneamente, da apresentação pública da tua, também primeira, obra poética: “OUSADIA”.
Por este espaço da Casa da Cultura Mirandesa passaram amigos teus, gente habitualmente frequentadora deste tipo de eventos ou, então, simplesmente curiosos.
Da observação e leitura dos trabalhos expostos, estou persuadido de terem levado consigo algo mais para acrescentarem ao acervo do seu pecúlio cultural.
Nos traços, nas formas, nas cores, nas expressões, nas tonalidades da tua obra pictórica, tiveram o ensejo de apreciar a genuinidade e a força do teu talento.
Nos textos poéticos com que nos brindaste, estavam, não apenas  a evocação das tuas memórias, aquelas que calam fundo, no mais fundo das pessoas, como que a desafiarem o tempo, mas também a tua sensibilidade, os teus afectos, os teus anelos, o teu estado de alma.
Poesia e pintura são, em ti, um casamento feliz, o húmus que dá sustento e vida a um jeito teu muito peculiar de ser e de estar em coexistência com a tua envolvência, e que se fundem como que num caldo recheado de emoções.
A exposição pública dos teus trabalhos chegou, hoje, ao fim.
É com sentida emoção e orgulho que ao “cair do pano”, lavro este termo de encerramento e presto honra ao teu mérito e à tua dimensão criadora.
Também no meu modo e jeito de ser, quero dizer-te, sem a eloquência que às circunstâncias seria devida, que me sinto gratificado por ter partilhado contigo, talvez com discrição a mais e participação a menos, tudo aquilo que, neste trajecto de vida, em comum realizámos.
Trajecto de vida iniciado num tempo que começa a ficar-nos distante, que nos criou já estas rugas, que são história dum viver irrepetível.
Dum viver comummente compartido e que nos faz, a ambos, viver na memória um do outro.
Com amor, admiração e estima.
Miranda do Douro, 31 de Janeiro de 2012
O teu marido,
Fernando Subtil

9 comentários:

  1. Que lindo!!!
    Bendita esposa que tal marido merece...
    Até me emocionei, caramba!

    Un beisico a ambos a dous.

    Delaide

    Agora para ti Fernando Subtil:

    Escreves muito bem. Os meus parabéns.
    Como disse à Teresa, digo-te também a ti: Solta-te home! Brinda-mos cun mais cousas destas!

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  2. Sobra-me a emoção e faltam-me as palavras, logo eu que gosto tanto de as soltar!
    Guardo na memória e no coração o primeiro poema que me escreveste. E, ao meu lado, e em mim, foste escrevendo páginas de amor.
    É com chave de ouro que encerras o livro de honra da minha exposição. Só para poder ler-te desta maneira,valeu a pena ter-me aventurado na escrita e na pintura.

    Com amor, admiração e estima.
    A tua esposa,
    Teresa Almeida

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  3. Delaide, nunca saberei agradecer-te o valente empurrão que um dia me deste:
    SOLTA-TE RAPAZA!
    Escrever e pintar são dasafios maravilhosos, mas muito mais gratificantes quando partilhados.

    Um abraço arrochado querida amiga.

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  4. Conheci este HOMEM em Mirandela. Fugaz. O tempo nãso deu para mais. Ficou-me a imagem duma boa pessoa.
    Reconfirmei o conhecimento em Miranda (primeiro nos "actos oficiais" e depois, esplendoroso, no recanto do seu lar (e como nos recebeu bem...).
    Porque será que não me surpreende este escrito do Fernando? Juro. Sem o conhecer muito, ficou-me a imagem dum homem sensivel, culto, reservado e, acima de tudo, solidario com o talento fora do comum da mulher que ele escolheu para a vida.
    Fico sempre agradecido com os gestos de carinho quando praticados às pessoas de quem gosto. Marcou-me a cumplicidade do Fernando (bem como das filhotas).
    Aos dois um fortissimo abraço.

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  5. Sabes amigo Ricardo Reis que tive um enorme prazer com a tua presença e da Ana nesse dia lindo para mim, apesar de se ter apresentado tão mal humorado! Não é todos os dias que o vento sopra com tanta raiva! :)
    Tens toda a razão; no dia do lançamento do meu livro, escreveram-se páginas que eu gostei de ler nos olhos, nos abraços e nas palavras.
    Obrigada por salientares a cumplicidade do meu marido e filhas. Marcou mesmo.
    Sinto que, apesar da distância, ficámos muito ligados pela amizade.
    Assim se justifica este teu comentário.
    Para vós um fortíssimo abraço.

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  6. Este "termo de encerramento" é uma pérola da vossa vida.
    Porque é, ao fim e ao cabo, uma declaração pública de amor e, por outro lado, uma sentida homenagem à artista.
    Parabéns a ambos.
    Beijinhos e abraços.

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  7. Sinto que este "termo de encerramento", escrito no Livro de Honra da minha exposição, é uma verdadeira preciosidade.
    Encanta-me, também, a tua sensibilidade expressa neste delicioso comentário.
    Bem hajas amigo Nilson Barcelli.
    Beijinho e abraço.

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  8. Guapo, Fernando.
    Parabienes, Teresa
    [dezir mais serie stragar!]

    beisico amigo
    Amadeu

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  9. Obrigada amigo Amadeu pela força que senti em ti.
    Foste um apoio seguro: inesquecível!
    Abraço arrochado, nosso.

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