O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Voltaremos ao mar


É junto ao mar que se agiganta a tua presença,
a tua energia, Sofia.
É lá que eu te vejo.
Só tu prometeste voltar:
espuma de poesia em pés nus.

Sabias:
da imensidão a bravura,
delicada ternura
em azul infinito.

Entre céu e mar se toca e confunde
- a ternura -
e te põe a escrever como se estivesses louca
nas palavras que beijas
e lanças à solta.

Poeta: mergulho de intempéries,
sabor e emoção de calmaria - ousadia
desfeita na areia, em espuma – de ternura.

Quando o fôlego for uma ausência
voltaremos ao mar.

Teresa Almeida

A Sophia de Mello Breyner Andresen

6 comentários:

  1. Que bela surpresa! Um poema lindíssimo e adequado a Sofia. Parabéns, amiga :)

    (Sabes do escasso tempo que tenho, assim como sabes que mesmo ausente estou presente.)

    Bjuzz de rio (não tenho mar e que saudades...)

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  2. Olá amiga!

    Belíssimo poema que nos envolve,numa serenidade, ternura...

    Linda homenagem!

    Estava saudosa de ler-te... Adorei a tua bela casa e voltarei

    sempre.

    Beijinho.

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  3. O rio vai ter ao mar onde todas as saudades se misturam.
    As tuas palavras deixam-me sempre um bálsamo poético, querida amiga Odete.

    Bjuzz

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  4. Fico feliz por te receber na minha casa. Gosto desta designação assim como gosto de tudo o que escreves. Saudades? Tinha muitas.

    Um grande Xi Coração, querida amiga Suzete.

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  5. A Sophia teria gostado muito do teu poema.
    Porque é apenas excelente.
    Eu gostei imenso. Parabéns pelo talento revelado.
    Teresa, querida amiga, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
    Beijo.

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  6. Bem hajas querido amigo Nilson pelas tuas palavras tão animadoras.
    Desejo -te uma semana excelente!
    Grande abraço.

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