O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sábado, 21 de julho de 2012

Encontro de natureza


É na fina areia que a poesia se rebola
sem amarras.

Há um forte encontro de natureza
quando os pés a tocam ao de leve
e trazem as nuvens de volta.
Porque não hão – de ser meus os versos
que deixam o corpo boémio – à solta?

É a areia que erotiza as palavras
que sobem e nos envolvem como trovoadas.
Porque não hão - de ser meus os pés
que se esfolam de amor na areia húmida?
Porque não há - de ser minha a pele
com mãos de areia e lábios de espuma?
Teresa Almeida

7 comentários:

  1. Sim... Por que não?
    Rebolar na areia é uma coisa muito boa. Sabes que tenho saudades de fazer isso?
    Gostei muito do teu poema, é excelente.
    Teresa, minha querida amiga, tem um óptimo fim de semana.
    Beijo.

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  2. Engraçado, antes de abrir a caixa de comentários pensar começar "Por que não...". Mas o Nilson já se antecipou...

    Então, cá vai: a areia não é pó, é vida e, nesta época, ardente; logo é fácil que incendeie os sentidos, vertidos em versos "erotizados", tal o êxtase que deles emana, sendo que, o inverso também pode acontecer: a própria vida que pulsa mais célere...

    Lindo, amiga Teresa

    Bjuzz :)

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  3. Encontro de natureza (en)cantada pela poesia,com a voz da alma

    dessa grande amiga-poetisa,que sempre nos deixa mais inspirada

    ao mergulhar no seu universo poético-artístico...

    Adorei!!

    Beijos,amiga.

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  4. Reli com muito agrado o teu poema.
    Teresa, tem um bom fim de semana.
    Beijo.

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  5. Por quê? Por quê? Onde estás que não respondes? Vamos, dize por quê não eu? Meu beijo.

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  6. sim porque nao SER?
    aquela onda que sorri entre os amantes?

    gostei muitoo!

    agradeço-te as palavras doces que me deixas-te.

    Beijo

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  7. Quando as perguntas encerram as respostas, o nosso espirito já voou... E as palavras apenas imortalizam esse voo, fixando instantaneos da poesia que ficou. Que belos e inspiradores os teus instantãneos...

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