O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Poesia do fado


Janelas do fado
Portas da poesia
Aqui fui chamada um dia
Ao fado declamado
Trinando de alegria
Num tom bem musicado
Um Fado e Poesia

Trouxe as palavras ao Fado
Dando voz aos meus sentidos
Deixei as mágoas de lado
E os sentimentos fingidos

Aqui tudo é oração e é prece
Rezada com a voz na alma
Altar de poesia acontece
É o fado que o poema salva

Tragam o fado para a poesia
Oh guitarras venham trinar
Cantemos todos até ser dia
O poema a declamar

Poetas e Fadistas do coração
A Manuela assim lhes chama
É a voz saudosa da emoção
Que a poesia assim proclama

anabarbarasantoantonio


Levarei o xaile negro

dos ombros da minha mãe
vou pedir-lho emprestado
abrilhantar a tertúlia poética
desfiar franjas de saudade
e memórias que desfalecem
nos xailes da mocidade

Levarei a ternura embrulhada
no xaile da minha mãe
quando as guitarras gemerem
quero aquecer-me em poesia
e em pedaços de carinho
que o xaile negro tem

A magia do teu olhar azul
levarei no meu gravado
porque esta noite, minha mãe
é por amor que se canta o fado
e o beijo que hoje me deste
e o teu meigo rosto  molhado
no xaile negro levarei

Teresa Almeida





4 comentários:

  1. Assim espero amiga Teresa... que possamos partilhar essa noite de Poesia e Fado no aconchego de xailes negros...

    Bjinhos e grata pela partilha da poesia

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  2. É feio dizer...Fico com inveja!!!

    Adorei estes poemas "fadistas"...

    Bjuzz, menina(s) :) :)

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  3. Querida amiga,

    Muitoo belo!!

    Parabéns as duas!

    Imaginei como seria belo a declamação...

    Beijos.

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  4. Sim a poesia tambem é memoria,

    ou talvez seja quase sempre...

    como um fado que ecoa na alma,


    bonito dueto!

    gostei muito


    Beijo

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