O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ósculo divino




Num olhar - num fascínio

adormecemos dores e medos

e paletas crivadas de esperança

pintamos

Entre o céu e a terra confundimos os tons

e em misteriosa harmonia

esvoaçamos

Na intensa luz que rompe o ventre da terra

e em amanhãs de fertilidade

acreditamos

É tão real esta miragem

que na singularidade de ósculos divinos

ao de leve - despertamos




Teresa Almeida

4 comentários:

  1. Preciosa Espiritualidade no teu poema.
    Despertar com a suavidade dos lábios da Natureza, de Deus, do mais Alto, reveste-nos da imensa força das cores da paleta do sonho.
    Lindo


    Beijos


    SOL

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  2. E como é bom ter um olhar assim como o teu... que se traduz num excelente poema.
    Gostei muito.
    Teresa, tem uma boa semana.
    Beijo.

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  3. Oi amiga,

    Eu estava um pouco ausente e saudosa de ler-te!

    Adorei despertar com o teu poema e olhar o divino na beleza

    do ser-vida...

    Sempre bela a tua poesia!!

    Beijinhos.

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  4. Nem é preciso fechar os olhos. A mente sonha cenários, a mão pinta-os, numa levitação de sentires...

    Como se fosse um outro ser...mágico!

    Original, amiga. Parabéns!

    Bjuzz :)

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