O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sábado, 6 de outubro de 2012

Sonho de gaivota

Nem sabes de que maneira viajaste
talvez num sonho agitado de gaivota
em águas mansas
no coral da blusa cingida nas curvas do rio
Nem sabes de que maneira viajaste
entre o decote e o pescoço esguio
A asa negra que subtilmente
espreitava debaixo da seda
deslocaste.
Nem sabes de que maneira viajaste
quiseste afastar a poluição do rio
e afundar o mundo em ancas poderosas
A água galgou as margens
e tu sentiste
a vibração do verde - esmeralda da poesia
num ousado olhar que no navio corria
a fazer-se ao mar
num sonho agitado de gaivota

Teresa Almeida


4 comentários:

  1. Bela esta viagem poética nas asas de gaivotas. Só por si elas levem-nos a acompanhar o seu voo de viagens a gosto...

    Bjuzz, querida Teresa :)

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  2. Amiga,não imaginas como essa viagem do "olhar da gaivota" no

    roteiro belo da tua poesia,expandiu a liberdade e a beleza

    nas asas do sentir...

    Adorei!!

    Beijo.

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  3. Que maravilha de postagem! Brigada pelo carinho de sempre beijo grande.

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  4. Viajar num sonho agitado de gaivota é ter a certeza do deslumbre da paisagem, seja ela do rio, do mar ou "entre o decote e o pescoço esguio"...
    E viajar nas tuas palavras também é ter a certeza do encanto que esse voo representa.
    Excelente poema, gostei muito, obviamente.
    Um beijo, querida amiga Teresa.

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