O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Neblina outonal

Entrei no poema que agreste nascia
Teia de afeto estendida na colina
Rio de prata com fome de maresia

delicado fio tecido de ternura
seda puríssima de fluída neblina
transparência de gota ardente e leve

Ousei ter sede em beijo breve
toada viva em telúrico espanto
larga melodia no âmago do ser

Teresa Almeida

6 comentários:

  1. Ousa, atreve-te sempre.
    Porque há quem goste muito das tuas palavras.
    Excelente poema, querida amiga.
    Um beijo.

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  2. Lindo,lindo!!

    È muito fácil viajar pelas tuas belas construções poéticas e

    sentir o canto da natureza...

    Adoro ler-te,amiga.

    Beijinho.

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  3. Até a neblina sorri com tão bela vestimenta!

    Encantador, querida amiga.

    Bjuzz, Teresa :)

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  4. Suave "música" de Poeta. Belíssima ousadia ao "[...]ser sede em beijo breve[...]".
    Belíssima


    Beijos


    SOL

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  5. quem ousa é!

    chegar devagarinho como a neblina que cai,

    ser poesia,

    gostei muito

    Beijo

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  6. Seria impossivel um poema agreste, saído da seda de que são feitos os versos, deste encanto... Meu...

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