O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

De ti

De ti guardo a fantasia
roubada à socapa no jardim ao lado
guardo páginas rubras de poesia
um fado, um livro
e a urgência do romance
apenas começado

De ti guardo a liberdade do olhar
no fulgor perscrutador do silêncio
guardo palavras com aroma a café
e o diálogo acordado dos lábios
noite dentro

De ti guardo a alegria
de sementeira matinal
guardo a rosa rubra aberta à alvorada
e um cravo vermelho amadurecido
colhido por mãos que furtam flores
à madrugada


 

5 comentários:

  1. De ti, guardo...
    O que um Poema assim, sugere.
    Gente apaixonada que valoriza o verdadeiro Amor.
    Um belíssimo Poema, Teresa. Parabéns.

    Beijos


    SOL

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  2. Oi querida amiga!

    A bela poesia colhida no terreno do amor...

    "guardo palavras com aroma a café"

    O café tem o cheiro da poesia,aquela parada para o sentir e

    degustar e surgem as palavras perfumadas...

    Adoro a tua poesia sempre inspirada e perfumada!!

    Beijinho.

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  3. Guardo a fantasia das rosas rubras
    Colhidas, nos olhos do céu…
    O sentimento em flor…

    Muito belo, teu poema.
    Gostei muito, muito!

    Beijo

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  4. Saber guardar algo de alguém é uma virtude.
    Magnífico poema, como sempre.
    Beijo, querida amiga Teresa.

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  5. E que bem guardas esses sentires, tão presentes como o presente, oferta poética intemporal.

    Emotivo, também. Um bjinho especial que "guardo para ti" quando nos reencontrarmos...

    :)

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