O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Em Fevereiro - noites de Maio!




Não sei se guardas aquela noite
jovem atrevida e descuidada
o riso a música a sedução
horas de Maio a despontar
o coração à flor da pele
e a noite no olhar a palpitar

e o embrião da flor
do amor a perturbação
sem hesitação nas voltas
soltas as notas da paixão
no Porto a noite enfeitiçada
nos corpos o ritmo a nascer

e era a chispa a excitação
e era voz apenas melodia
era intenso o calor da pele
era a dança que descobria
os abraços inquietos acertados
e a ousadia que na noite crescia

perdido o tino ao calendário
a descontração e o fulgor da mocidade
não sei se ainda guardas aquela noite
que de Fevereiro faz Maio
marco de dias, meses e anos
guarida da atração  que amadureceu
canção que na vida se entendeu

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