O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sábado, 9 de fevereiro de 2013

La magie de la praça

Torna atrás i sinte la simplecidade de la casa. Las arcadas acolhedoras
abráçan mos a la chegada. Ben a la baranda i sinte
la magie de la tarde cálida ne l Praino. Ua tarde cun sentimiento.
Sinte la sinfonie de la ribeira que mos refresca la miente
i l retombo de ls segredos de l mar ne l búzio de la mie anfáncia.
Esta baranda de prainada ten ua fruiçon abierta al eirreal
mas ye rial esta pracica, las casas i la giente que mora neilhas.
Ls ninos sóltan-se por ende a la macaca, a ua de la mula, a las scundidas...
Ye la praça que las cumbida.
Repara na risa de la tarde ne l mirar de la mie bezina.
Ne l aceinho cúmplice l prazer de l'amisade. L prazer de star hoije eiqui.
L perfume de l café ye ancumparable eilhi na splanada, nien sei porquei.
Mas sinte-se ambiente. Calor houmano. Cuntentamiento.
Ah i la roseira que chube la queluna de la casa al lhado la mie,
mais a la dreita, aqueilha que cedo spreita la manhana. Ye ua rosa bacará.
Yá solo ten ua rosa ye berdade, mas alhumbra la tarde.
I l tiempo ten eiqui un lhugar para ti. Nien te sei splicar
cumo quedas bien neste lhugar. Fazies falta. Ye qu'hai sítios
que nacírun assi cun alma i cumo ye buono aporbeitar
l sereno desta pracica. Stou na baranda i sinto te achegar
i la tarde queda inda mais guapa i la praça ten outro balor.
Mira cumo l´amargura de tou sumbrante se zbaneciu i sintes
esta buntade de bibir - cumo you.

A magia da praça

Volta atrás e sente a simplicidade da casa. As arcadas acolhedoras
abraçam-nos à chegada. Vem à varanda e sente
a magia da tarde cálida no planalto. Uma tarde com sentimento.
Sente a sinfonia da ribeira que nos refresca a mente
e o eco dos segredos do mar no búzio da minha infância.
Esta varanda planáltica tem uma fruição aberta ao irreal
mas é real esta pracinha e as casas e a gente que mora nelas.
As crianças soltam-se por aí à macaca, ao eixo, às escondidas...
É a praça que as convida.
Repara como sorri a tarde no olhar da minha vizinha.
No aceno cúmplice o prazer da amizade. O prazer de estar hoje aqui.
O perfume do café é incomparável ali na esplanada, nem sei porquê.
Mas sente-se ambiente. Calor humano. Contentamento.
Ah e a roseira que sobe a coluna da casa ao lado da minha,
mais à direita, aquela que cedo espreita a manhã. É uma rosa bacará.
Já só tem uma rosa é verdade, mas ilumina a tarde.
E o tempo tem aqui um lugar para ti. Nem te sei explicar
como ficas bem neste lugar. Fazias falta. É que há sítios
que nasceram assim com alma e como é bom aproveitar
a calma desta pracinha. Estou na varanda e sinto-te aproximar
e a tarde fica ainda mais harmoniosa e a praça tem outro valor.
Repara como o teu semblante se desvaneceu e sentes
esta vontade de viver - como eu.

Teresa Almeida

3 comentários:

  1. Magnífico.
    Diferente do teu estilo mais habitual, mas nem por isso menos bom.
    Gostei imenso do texto, pois claro...
    Teresa, minha querida amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijo.

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  2. Querida amiga,

    A magia dessa praça,vestida com a tua bela poesia e o teu

    sentir Vivo que contagia...

    Adoro sempre ler-te!!

    Mil beijos.

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  3. Senti-me transportado á minha infância, aos jogos partilhados, ao "vestido" do sítio, ás gentes...
    Não existia Café, mas a Mercearia. (O Café só chegou mais tarde).
    Toda a Arquitectura que descreves tem o encanto do tempo e isso leva-nos até ao encontro do primeiro Amor, ou... do único.
    Lindo.


    Beijos




    SOL

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