O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Da minha janela



Abro a melodia da manhã que me floresce à janela
pensamentos escusos anulam-se nos cortinados da noite
deixo-me seduzir em promessas de cerejas carnudas e suculentas
com sabor a beijos teus

lá ao fundo, no remanso do rio, ecoam românticos fluidos musicais
Vivaldi toca eternidades de prazer em fogosidades primaveris
escapam-se algumas notas de rodapé

nem quero acreditar
em geadas tardias e em ventos desbragados
a bailar na cambraia fina da minha cerejeira
de um só golpe poderão desafinar a sinfonia
do festival dos sentidos

abraços pendurados e notas soltas de uma sonata de verão
começam a assomar-se na minha janela

Teresa Almeida

7 comentários:

  1. E que encantos artísticos entoas nos versos de uma manhã alvorotada. Quase diria que cantarolavas perante este sentir que te acorda para um novo dia... Belo!

    Bjuzz, amiga :)

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  2. Que bela janela que reflete as cores e a melodia da vida que nasce,inscrita na tua

    sublime poesia que sempre encanta...

    Adorei!

    Beijos,querida Teresa!

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  3. Quantas imagens belíssimas pude ver aqui. Encantou-me sobremaneira, esse fragmento: "notas soltas de uma sonata de verão
    começam a assomar-se na minha janela", que a vida seja sempre esse espetáculo muscial!

    Beijo!

    ;))

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  4. Excelente.
    Nem tenho mais palavras para um poema que tanto encanta.
    Minha querida amiga Tresa, tem uma boa semana.
    Beijo.

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  5. A melodia,
    Do sonho concretizado,
    Estendem-se os braços num abraço que te abraça, contemplação!

    Muito belo, teu poema.

    Beijinho

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  6. Querida Amiga

    As imagens acrescentam melodia visual á Ode á tua cerejeira que emoldura a visão da tua janela.
    Belo



    Beijos




    SOL

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  7. Eu, deixar-me-ia até desfalecer, no parapeito da tua janela...

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