O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Tudo é voz e caminho


 

                                                 Foto de Manuel Pires
 

É para lá dos montes que se ergue um comando destemido 

a exorcizar o medo 

um traço rápido e ajustado de pedra afiada

ninguém tem a última palavra.

Na incerteza buscam-se os astros 

na rudeza do percurso, na avalanche da desgraça

tudo é voz e caminho.

É na convulsão que entra o movimento.

Renascidos no espanto e na esperança 

irrompe a energia, a evolução 

apoteose de vida. 

Firmeza na ação, elegância no gesto.
 
 
Teresa Almeida
(in "Antologia da moderna poética Portuguesa)

 

 

6 comentários:

  1. Parabéns por este espaço, onde a Poesia tem voz!

    Beijinho e um dia lindo!

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  2. Gostei muito, é um magnífico poema.
    Só não gostei do espaçamento entre versos, que é enorme... mas isto é subjetivo...
    Teresa, minha querida amiga, tem um bom domingo e uma boa semana.
    Beijo.

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  3. Obrigada, Cristina Cebola. Bem vinda!
    Beijinho e boa semana.

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  4. Bem hajas, Nilson, pela apreciação e pelo reparo.
    O espaçamento entre versos não foi intencional; saiu-me assim! :) É claro que era incomodativo e já corrigi.
    Beijinho e boa semana.

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  5. A força na rudeza, característica das gentes das pedras mas de peito aberto na certeza dos dias que fazem vida...

    Belo, como o teu coração, querida Teresa.

    (Aos poucos o tempo liberta-me...)

    Bjuzz :)

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  6. Um mundo natural que sinto como meu. Sempre.

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