O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Murcharam as rosas

Li-te a amargura e a saudade numa tarde quente de verão
a sensibilidade e a desilusão no verso desfeito e abandonado
Despontavam auroras num tempo perturbado de ausências
e de morangos vermelhos e carnudos atraiçoados no sabor.
Li-te nos lábios a dor da perda e o gelo das palavras
 as sentidas idas aos recantos e encantos do nordeste.
Li-te a ternura das rosas decepadas em breve e sofrido caminho
 um  caminho que  perdeste e sentiste no voo planado do abutre
na alegria berrante das mimosas que vaidosas enfeitiçam os matagais.
Li-te o desgosto mastigado ao lume de uma tarde de Agosto.

Murcharam as rosas que tanto amaste mas sinto que afagas a saudade
e buscas a essência do perfume nos espinhos de agrestes roseirais.



Teresa Almeida

4 comentários:

  1. Belíssimas imagens poéticas.
    As rosas murcham, mas o roseiral continuará a florir.

    Muito grata pela visita, deixo beijinhos!!

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  2. A nostalgia que "adivinhaste" num "encontro" real ou fantasiado, marcando-te esse sentir nos versos plenos de bucolismo..."Li-te" assim, neste belo poema...

    Bjuzz, querida amiga :)

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  3. Simplesmente lindo!!

    A tua poesia é sempre uma bela viagem de sentires...

    Sou uma viajante constante para este teu espaço,querida amiga!

    Beijinhos.

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  4. Talvez, a beleza da rosa seja essa…
    De não ser eterna...
    Mas bela, até findar.

    Beijinho

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