O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

terça-feira, 4 de março de 2014

Poesia na galeria





 
Sinto o encantamento a sugar-me os sentidos.
Desço as escadas e na arte, consagrada, ascendo.  
Mares e caravelas ganham vida, viajam na palavra
 e fazem-se poesia que cresce ao descer a escada;
 um movimento em passo de dança versificada.
E eu desço entrelaçada  na melodia e no desafio.
 E este passo e esta dança evoluem em sonoridades tais
que me fazem acreditar que todo este enredo me quer
e me mostra que nem sempre estou presente neste mundo.
Pressinto um mistério profundo de quem  balança
na harmonia entre a pintura, a música, o verso e a dança.
Harmonia que me guia. Sinto que este dia pela vida se estende,
e vou deslizando no divinal poema que na galeria se aprende.
 
Sem nunca ter estado na galeria - escrevo
o entusiasmo e a vontade de, ali, viver poesia.
 
Teresa Almeida

2 comentários:

  1. "Sem nunca ter estado na galeria"...Contrario. Todo o poema é uma galeria do sentir, num todo artístico, a transcendência do além terreno...
    E como se estivesse no espaço real de uma galeria, segui a emotividade de cada quadro de verso pintado...
    Parabéns, querida Teresa.
    Bjuzz :)

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  2. Eu sou fã da tua poesia,que nos proporciona sentir,

    viajar pela melodia das palavras e o encantamento das

    belas metáforas que inscrevem o perfume de cada verso...

    Beijinhos,querida!

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