O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

terça-feira, 13 de maio de 2014

De que falas?



 Dum entrelace que quase queima
e acende fogueiras no regaço?
Sei que nos teus lábios nasce o sol de Agosto...
e a pele tece rubra palavra.
É nos picos que Dezembro se despe
e de êxtase o jardim rejuvenesce.
É nas veias que acontece o sobressalto
e o meu corpo perdido em mar alto
é barco à vela, sôfrego de estrelas.

Teresa Almeida

8 comentários:

  1. Que não se canse o poeta
    na escolha dos seus versos
    "É nas veias que acontece o sobressalto"
    Sobressalto na raiva, no velejar, no amor
    seja lá onde for

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  2. Teces, sublimemente, as Estações do ano como se fora uma manta Mirandesa.
    É com carinho e simplicidade que sob ela nos abrigamos na busca das estrelas e do amor.

    Beijos


    SOL

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  3. O teu mar poético é encantador...

    Adoro voar aqui,neste espaço de pura e bela poesia,amiga!

    Beijos e abraço grande na alma...

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  4. De que falas?
    De uma natureza que erotiza os sentidos?
    De versos que ganham vida própria?
    De ti embriagada de ondas revoltas?
    ...
    Versos de beleza poética, falo eu...

    Bjuzz, querida Teresa :)

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  5. A musicalidade que atravessa o teu poema serve de bailado aos meus sentidos entorpecidos pela noite que se esvai
    Belíssmo Teresa!
    Obrigada pelas tuas carinhosas palavras
    Muitos beijinhos

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  6. Do que sentimos, do que partilhamos, do que comungamos...
    Excelente, Teresa!

    Beijo :)

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  7. E tu falas mais que bem.
    Porque este poema é excelente.
    Gostei imenso, como sempre que te leio.
    Tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
    Beijo, querida amiga Teresa.

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