O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sabor do Poeta

Sente-se-lhe substrato, paladar.

A palavra é rio e mar. Vai!

Cai por medida ou escorrega desbragada.

Se embalada em partitura

é textura de poesia.

A palavra musicada é paraíso, é procura.

Viaja da sombra à luz!

Toca a imortalidade se levada à saciedade.

É angústia, bravura,

é a suavidade e a sensualidade  do olhar

Sim, é ternura e aurora de mudança

quando aflora nos lábios de uma criança.


A palavra é o fascínio da cor

e o o bálsamo da dor, é esperança.

É presente degustado, aroma do passado.

É questionamento, indecisão,

movimento, libertação;

 é a fricção do verso na melodia da canção.

A palavra só pode ser janela, porta aberta,

sabor do poeta.


Teresa Almeida