O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Abril 2016

Este não é um Abril qualquer,
é memória, dor presente, saudade de futuro,
pássaro a nascer, poesia sempre.
Semeado de liberdade, Abril é ainda uma criança
a sorrir e a esconder-se, descalço e despido, perdido por aí.
Este não é um Abril qualquer,
traz uma mochila como pendão e arrepio de humanidade,
é Abril profundo, fome de mudança e de verdade.
E no olhar poesia, sempre. Mesmo comprimida
em campos de sofrimento, a poesia é sentimento,
pulsar de vida, vontade de sentir e cantar o amor
em cada passo e em cada batida de inquietação.
Abril 2016 (em mirandês)
Este nun ye un Abril qualquiera,
ye mimória, delor persente, soudade de feturo
pássaro a nacer, poesie siempre.
Sembrado de lhibardade, Abril ye ainda un nino
a sunrir i a scunder-se, çcalço i çpido, por ende.
Este nun ye un Abril qualquiera,
trai ua mochila cumo pendon i arrepelo d´houmanidade,
ye Abril perfundo, fame de mudança i de berdade.
I ne l mirar la poesie, siempre. Anque atafanhada
an campos de sofrimiento, la poesie ye sentimiento,
pulsar de bida, gana de sentir i cantar l amor
an cada passo i an cada batida d´anquietaçon.
Teresa Almeida Subtil

Gosto

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