O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Degustar poesia

(praia de Matosinhos)


Corpo de rio, fome de mar 
Beijo moído de saudade
Verão despido no cume do amor
Cabelos esvoaçantes, brisa suave 
Seda tecida de abraço ausente 
Vontade quente derramada
na praia que só se sente

Se te despedes a frio de calendário
não me mostres caminhos escarlates
nem me devolvas ternuras reminiscentes

Espreitam-me melodias de outono,
sabores melancólicos de fim de dia, 
deambulações de invicta cidade,
sabores poéticos da noite na cave,
prazeres de lua concupiscente,
fazendo sua a rua da gente


7 comentários:

  1. E como é bom degustar a tua poesia.
    Excelente, minha amiga, gostei imenso.
    Teresa, tem uma boa semana.
    Beijo.

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  2. A vida pulsa assim, com a poesia nos olhos
    e na alma...

    Depois ela fica na suavidade bela, pousada
    nas palavras da tua poética, que encanta,
    encanta este teu estilo (as palavras correm
    no sentido maior do alcance de um grande poema!...)!

    Grata por esta leitura aqui, querida poetisa!
    Beijinhos.

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  3. Gostei de reler e de redegustar (este palavrão ainda não existe...) o teu magnífico poema.
    Amiga Teresa, tem uma boa semana.
    Beijo.

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  4. Envolvente, muito envolvente, numa fome de vida de enorme lastro...
    Muito belo, Teresa!

    Um beijinho :)

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  5. A tua poética , Teresa, no seu melhor onde a nostalgia trazida pelo outono rouba a saudade cristalina
    Abraço

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