O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

domingo, 6 de novembro de 2016

Reflexo


Na mesma sede caminhávamos:
o passo na cadência do desejo,
o corpo nervoso balançado
nos contornos do abraço
e a noite a fazer-se alvorada do olhar.
Era fremente o desejo de ficar.
Havia missangas a abrir caminhos
e no peito botões a saltar.
Era a poesia a acontecer
e a febre de a escrever na pele,
de a dizer no beijo.
Éramos reflexo de fonte,
sede a crescer na noite.

Teresa Almeida Subtil

5 comentários:

  1. A subtileza do jogo da pele numa poesia ternamente sensual
    Belo Teresinha
    Beijinho

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  2. Uma sede que se faz fonte no amor...
    Muito belo, Teresa!
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  3. É um privilégio ler a tua Poesia, minha querida amiga!!

    Que poema belíssimo, o caminhar dos reflexos dos
    sentires na correspondência dos corpos e almas.
    Inscrito de poesia e paixão (desejo) na pele...
    Que bela sensualidade e tão feminina e
    elegante, querida Teresa!
    Beijinho.

    Ps: Uma alegria para mim, os teus valiosos
    comentários, muito grata!...

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  4. E quando a sede é comum, há poesia que brota da fonte do amor.
    Excelente poema, no talento das tuas palavras. Como sempre, aliás.
    Tem um bom fim de semana, querida amiga Teresa.
    Beijo.

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  5. E assim se leva aos lábios água de beber

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