O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A Linha é Tua


A linha do Tua, que conheci ligada à minha paixão, surpreendeu-me como quando te vi pela primeira vez. Tanto não. A beleza do percurso era demasiado atrativa, não tanto como o poder dos teus olhos. O corpo do rio era ousado, atlético, não tanto como o teu quando me colei a ele para a vida toda. Mas colou-se aos meus encantos aquele percurso sinuoso que não voltei a ver. Também não conhecia Bragança nem sabia que albergava um mundo de palpitações …

Teresa Subtil

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Degustar poesia

(praia de Matosinhos)


Corpo de rio, fome de mar 
Beijo moído de saudade
Verão despido no cume do amor
Cabelos esvoaçantes, brisa suave 
Seda tecida de abraço ausente 
Vontade quente derramada
na praia que só se sente

Se te despedes a frio de calendário
não me mostres caminhos escarlates
nem me devolvas ternuras reminiscentes

Espreitam-me melodias de outono,
sabores melancólicos de fim de dia, 
deambulações de invicta cidade,
sabores poéticos da noite na cave,
prazeres de lua concupiscente,
fazendo sua a rua da gente


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

La tue risa



Ambenteste l nabio, l puorto i l lhunar
i ne l'hourizonte planteste bioletas
na araige alguas lhetras
i la tue risa
era la coraige de l die a aportar
ne l beiral bazio de la mie puorta