O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O riso da tarde

Amo livre o pensamento 
em cada ciclo de ave,
em cada asa perdida,
em cada voo que não cabe
num trilho que me é escasso,
enquanto infinito brilha.

É por estes encantos que o rio serpenteia
e deixa perene o rasto e a partida.

E eu beijo a pedra que assim me fala
e a pele que renasce nas mãos do tempo.

Beijo a palavra que assim te diz,
beijo a geada, o sol, o vento

e o riso da tarde que hoje me quis.       

Teresa Almeida Subtil


12 comentários:

  1. Encanto, é a tua poesia.
    Excelente, gostei imenso.
    Teresa, tem um bom resto de semana.
    Beijo.

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  2. Uma bela tarde com a declaração da tua paixão
    que se inscreve em poesia na leveza
    encantatória das tuas palavras!...
    Beijinhos, querida Poetisa.

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  3. dilui-se a Poeta na paisagem. e nela mergulha como se fora banho matricial.

    ou baptismo inaugural a abrir "novo ciclo da ave".

    gostei muito, Teresa.

    beijo

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  4. Uau, Teresa, o poema tocou-me mesmo!
    Parabéns!

    Um beijinho :)

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  5. Uau, Teresa, o poema tocou-me mesmo!
    Parabéns!

    Um beijinho :)

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  6. Quem não se encanta com a tua natureza no musgo das tuas palavras , na serpente desse rio ?
    Beijo , Teresa( Almeida :) )

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  7. Cada ave, cada voo, cada pedra, cada palavra, são matizes desse "riso da tarde", neste imaginário poético...
    Muito belo, Teresa.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  8. Gostei imenso de reler este teu fabuloso poema. Principalmente porque é tão livre e preciso o teu pensamento poético.
    Teresa, continuação de boa semana.
    Beijo.

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  9. Passando aqui para deixar um beijinho e dizer
    que a tua visita com as tuas palavras, com
    o perfume poético da tua gentileza na leitura
    atenta, que capta e compreende o voo das minhas
    palavras (iniciamos quase juntas neste aprendizado
    com a escrita em blog...)...
    Muito grata viu?!...rss

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  10. O pensamento tem a liberdade de uma ave.

    Felicidades
    MANUEL

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  11. A liberdade no verso, a liberdade na poesia, a liberdade no voo das aves...numa tarde que te absorveu e acariciou a pele...

    Belo demais...
    Beijinho Teresa

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