O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 26 de maio de 2017

1ª Apresentação de RIO DE INFINITOS / RIU D'ANFENITOS


Ventos poéticos sopram a nordeste.
Agrestes aromas, melodias de sempre ...

E é quando a flor do dia mais se abre
que, a pique, o verso se levanta 
e a giesta arde.

Da ave o abraço e a dança.
Pura rebeldia.
Do rio o espanto, a mágoa e o desejo.

E um lastro de amizade
sabe a cerejas maduras de fim de tarde.

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Aires poéticos assopran a nordeste.
Ásparos cheiros, modas de siempre …

I ye quando la flor de l die mais se abre
que, a pique, l berso se lhebanta 
i la scoba arde.

De l'abe l'abraço i la dança.
Pura rebeldie.
De l riu l spanto la mauga i l deseio.


I un campo d'amisade
sabe a cereijas maduras de fin de tarde.





Seria um enorme prazer abraçar os meus amigos nesta tarde poética (03/06/2017).
Estarei presente na apresentação do meu livro "RIO DE INFINITOS / RIU D'ANFENITOS" e ainda
na apresentação da "ANTOLOGIA DE AUTORES TRANSMONNTANOS DE HOJE", da qual sou coautora.

terça-feira, 9 de maio de 2017

O MAIS ALTO CANTAR

Todo o tempo está mudado

a montanha grávida de fontes
e ávida de andorinhas
sente o viço da mocidade

o vale exala um aroma subtil
e convoca o fogo do primeiro amor

a vinha desfolha-se
para se vestir de claridade e afinar a melodia
onde desagua a naturalidade da sede.

todo o tempo está mudado

quero ser harpa em cada gavinha de bem-querer,
semente de união e de vida,
e,no peito do meu amado, deusa quero ser.

todo o tempo está mudado

- trazei cestas, comei e bebei: é a festa dos sentidos!
a alegria é bago cheio, litania que embriaga.
é a festa preparada em cada trovoada,
em cada penada de frio, em cada roçar de ave ferida

a palavra é, agora, mel e sussurro da fonte
o verso é toque e perfume
e o amor será sempre o mais alto cantar

Teresa Almeida Subtil

Foto de Lucia Torricella.