O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Hortênsia azul



Esta foi a noite de todos os azuis,
pingas copiosas, labaredas e céus.
Arrasto de cinzas. Beijos à janela.

E esta mistura prazer-dor.
não é insanidade, é arrepio inevitável,
afago e fome.

Dizem as hortênsias
do tempo a suavidade, do verso o perfume,
da casa a graça, o olhar e a luz.
Do muro a liberdade.

E do desejo de águas novas
que perpassa por elas e por nós,
há, ainda, beijos que se apagam
e janelas que ardem.


Teresa Almeida Subtil

terça-feira, 13 de junho de 2017

Despudor


Toco-te, delicada, quase com ternura.
Olho a elegância arroxeada e os matizes agradam-me.
Toco uma e outra vez … avanço e …
continuo a cobiçar-te …
É à toa que te folheio, e irrompo desastrada.
O último verso é mesmo o primeiro.
E percorro o poema sorvendo cada detalhe
que te é pele, que te é cheiro, despudor …
oblíqua miragem.
E se me quiser afogar de claridade,
preciso de me tornar íntima aragem
e ser do prado o teu olhar.

Teresa Almeida Subtil


                             
Terras da lombada - Quintanilha.
       

quarta-feira, 7 de junho de 2017



                                                                       " ...  Por isso, deixemo-nos levar por este “Rio de Infinitos”, escrito com cintilante claridade, onde a autora, norteada pelo maior dos ideais, permite que nos enriqueçamos e deleitemos com as suas magníficas criações, deixando-nos a esperança num amanhecer resplandecente, puro, expurgado de males e livre para pensar, sonhar, agir, repleto de Amor. Amor que conseguiu pintar com a sua cor preferida: a brisa da vida. "

Domingos Raposo
03.06-2017