O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

terça-feira, 13 de junho de 2017

Despudor


Toco-te, delicada, quase com ternura.
Olho a elegância arroxeada e os matizes agradam-me.
Toco uma e outra vez … avanço e …
continuo a cobiçar-te …
É à toa que te folheio, e irrompo desastrada.
O último verso é mesmo o primeiro.
E percorro o poema sorvendo cada detalhe
que te é pele, que te é cheiro, despudor …
oblíqua miragem.
E se me quiser afogar de claridade,
preciso de me tornar íntima aragem
e ser do prado o teu olhar.

Teresa Almeida Subtil


                             
Terras da lombada - Quintanilha.
       

8 comentários:

  1. Teresa gostei muito deste teu sensível poema, inspirado poema. Parabéns, poeta.
    Também gostei da imagem, o terreno, tendo em primeiro plano essas belas flores. Um abraço.
    Pedro.

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  2. Um poema brilhante, que começa bem e acaba ainda melhor, sendo que pelo meio nada fica atrás.
    Parabéns, achei o teu poema apenas excelente.
    Bom fim de semana, querida amiga Teresa.
    Beijo.

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  3. O libertar dos sentidos, num abraço natural à vida...
    Senti os aromas, Teresa!
    Belo!

    Um beijinho :)

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  4. "E percorro o poema sorvendo cada detalhe
    que te é pele, que te é cheiro, despudor …
    oblíqua miragem"
    Uma beleza, amiga!
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  5. E eu te digo, 'despudoradamente', que é um poema belo, delicado, terno!
    Beijo, querida, uma linda semana!

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  6. Gostei de reler o teu excelente poema.
    Bom fim de semana, amiga Teresa.
    Beijo.

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  7. Ah querida, o teu perfume
    É-me saudade de tudo
    Até com o que eu me iludo
    Ter havido por ciúme

    Quando me acendeu o lume
    Da razão sem sonho, eu mudo
    Realmente, e sobretudo
    Sonhei em chegar ao cume.

    Perfume é necessidade
    De querer sentir saudade
    Do que não há e existiu

    Como algo, cujo o amor
    É nossa alma e o interior
    Em silêncio, sem um pio.

    Grande abraço. Laerte.

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