O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Festival Intercéltico. Convite

Foto de FESTIVAL INTERCELTICO DE SENDIM.

Pino do verão, da música e da proa da língua.
Sangue celta a correr pelos dias, pelas noites e pelas melodias.
É no arrepio da dança que vivemos e fazemos a festa.
E os instrumentos levam as palavras a brilhar e a cirandar.
Corpo e alma. Pois quem não bailou que baile
no requebro do verbo, na alegria do povo que somos,
na voz que geme, na tristeza e no verso que afeiçoa;
no perfume silvestre que sublima. É a cultura que se espraia
no palco e no terreiro. Apesar do grito. 
É o hino à vida que se alcantila.
É sair voando ao intercéltico, festival de estio, festival de proa.


Ye l cherume de l berano, de la música i de la proua de la lhéngua.
Sangre celta a correr puls dies, pulas nuites i pulas cantigas.
Ye ne l'arrepelo de la dança que bibimos i fazemos la fiesta.
I ls anstrumientos lhieban las palabras a relhuzir i a çarandar.
Cuorpo i alma. Pus quien nun beilou que beile
na droba de l berbo, na alegrie de l pobo que somos,
na boç que geme,  na tristeza i ne l berso que mos gusta;
no prefume silbestre que chube. Ye la cultura que se spabila
ne l tablado i ne l terreiro. Anque l bózio.
Ye l'hino a la bida que s' alhebanta.
Ye salir bolando al antercéltico, festibal de l tiempo e de lomiada.

Teresa Almeida Subtil

7 comentários:

  1. As palavras em festa. Muito belo, o poema, Teresa. Gostei do fôlego da linguagem.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  2. A poesia é um caminho aberto para diversas interpretações. Aí reside o seu encanto! AbraçO

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  3. Olá, Teresa!
    Gostei muito desse belíssimo poema, para ser lido nesses dois idiomas. Muito bom. Parabéns.
    Um Abraço.
    Pedro

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  4. Festival Intercéltico.

    Verão de Sol a pino
    E se arrepia a dança
    Em passos que não cansa
    Com a vida em hino

    Onde alardeia o sino
    Da tardezinha mansa
    Feita a antiga criança
    Devoto povo divino

    Que feliz faz festa
    E a grata luz empresta
    À paz do peregrino

    Perfeito perfume da floresta
    Que faz e que infesta
    A flor desse destino.

    Parabéns, Teresa! Brindo seus lindos versos! Grande abraço. Laerte.

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  5. Um poema muito belo, que se enquadra muito bem no espírito de celebração e comunhão de talentos, desse Festival...
    Muitos parabéns! Beijinho
    Ana

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  6. Belíssimo, minha amiga!!

    As palavras repletas de corpo e alma
    da poesia, da cultura e da alegria
    da identidade de um povo!...
    Sinto o contrário aqui no meu País,
    uma tristeza impregnada no corpo
    e alma da nossa identidade nação...
    Beijos, inspirada Poeta!

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