sábado, 14 de maio de 2011

Na praia arde o teu luzeiro

Na praia arde o teu luzeiro

Enterro as pernas na areia
Num banho de sal verdadeiro
Ondas em cadenciado movimento
Não sei se mergulho ou levito
Em sonhos que acenam ao largo
E fico presa no  primeiro

Nem quero palmilhar a baixa
Procurando o último grito
Da moda  me distancio
Enterro a pernas na areia
Cubro-me do mais belo luar
Em azuis de céu e mar

Foi em mim que desenhaste
Caminhos de lua nova
Era verde o nosso  momento
Cristalinas as gotas de água
Que pintaram o arco iris
Na primeira madrugada

Não me deslumbra o paquete
Nem os brilhos de cruzeiro
É aqui  que se acendem
Estrelas no meu corpo
É nesta nesga de praia
Que ainda arde o teu luzeiro

Teresa Almeida 14.05.11

Entardecer




Deito-me no silêncio
deste breve entardecer
Olho o teu corpo
em promessas de infinito
Trepo tremendo
...em ânsias de me prender
E delicio-me
com o enamoramento de palavras
deslizando no rio

Teresa Almeida 10.04.11

“SINERGIA”



A queda de uma pena
silenciou qualquer ruído
Demónios da mente
que se evaporam
no calor da luz…
Cores em catadupa
iluminam quartos vazios
Planícies plenas…
Será falsa realidade
ou
P
R
I
M
A
V
E
R
A
que me invade
todos os ecos…
Sussurro, livre do Inverno
que me perturbou
os sentidos
Rimo com ele…
um veemente adeus…


E, há quanto tempo eu esperava
com a janela escancarada
esse perfume subtil
que escalou lentamente a noite
no balanço duma pena
abandonou a nostalgia
acordou auroras de alegria
e, tocando-me, estremeci
A Primavera, para ti, colhi
Com surpresa e ternura despertaste
e, em esplendor, me abraçaste
Nesse dia, um baile de emoções
rompeu espontâneo no jardim
Afeiçoados em roda de poesia
bailámos num ritmo sem fim...

Jc Patrão / Teresa Almeida
02.04.11



terça-feira, 10 de maio de 2011

Por onde se começa?

Por onde se começa?

Trago o humor debaixo do guarda-chuva
Não quero hoje ver sorrisos
Que ao cruzar me alvejam
Ferem-me os olhares felizes
Aconchego-me à nostalgia
Escondo a claridade e a alegria
A noite é minha amiga
Prefiro chuvas e trovoadas
Verdadeiras e desastradas
Quero mudar tudo depressa
Mas...
Por onde se começa?

Teresa Almeida 10.05.11

sábado, 7 de maio de 2011

Que bem sabem cantar!


O estorninho calou-se
De amores se perdeu
Em volúpias ardentes
Encostou-se à noite
E com ela ela adormeceu

Já o rouxinol  que tão bem canta
Na sua louca paixão
Não aguenta a espera
Namora de madrugada
Numa canção desesperada

O melro,  negro retinto
Sabe como agradar
De galho em galho redopia
Namora, canta e assobia
A quem anda a jardinar

Será que é fiel?
É tão companheiro e sedutor
Estão sempre à espera dele
A qualquer hora do dia
Namora, canta e assobia

Serão eles que as escolhem
Ou serão conquistados?
É um segredo que sabem guardar
Companheiros, amigos e amantes
Que bem sabem cantar!

Teresa Almeida 07.05.11

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cheiro a maresia




Há um calor de fim de tarde
Num abraço à beira - mar
Os quilómetros que eu faria
Ao volante do teu olhar
Por um cheiro a maresia

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Repasseado - Dança mista

Un baile de ruoda de cariç popular, al sonido de l gaita de foles, qu´anima las festebidades de l Praino Mirandés.
Na Tierra de Miranda las pessonas gústan de beilar l repassiado nas praças, terreiros ó an qualquiera ajuntouro. Ls pares bán sendo sustituídos al modo que se astrében a antrar.
 

Voz de Outono