sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JÚLIO RESENDE





"Gostaria de ficar na memória como um pintor da paz"

          Júlio Resende

                 






Ye ua grande honra pa la nuossa tierra tener paredes cun pinturas tan guapas de l mestre.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Poema vadio

És um poema vadio
de rima desfeita espezinhada

As palavras, lágrimas sem fio
lançadas à toa na enxurrada
e de alma perdida

Foste escorregando  da linha
amar já não quiseste

Roubaram-te a raça pura das ideias

Moribundo tristonho e sem graça
de ser tu deixaste

Teresa Almeida 21-09-2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nem sempre acerto o ritmo

Nem sempre acerto o meu ritmo às ondas do mar
 a mim parecidas no seu inconstante palpitar
A calmaria que eu  sentiria  se  nelas me embalasse
naquele  dia em que junto a mim despertaste

Nem sempre acerto o meu ritmo ao sabor do vento
que no meu olhar vai marcando o tempo
Mas agarrar-lhe-ia  a força de mudar de direcção
para contrariar a saudade que  me esfarrapa o coração

Nem sempre acerto o meu ritmo à trovoada
 que fustiga furiosa  sem ser esperada

De andar por aí descuidada não me importaria

sabendo que em cálido abrigo te encontraria

Teresa Almeida 25-08-2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Basta-me esse sorriso

Basta-me esse sorriso
onde eu vivo

perco-me se o perder
Tudo vale a pena
se esse sorriso eu tiver

Esse sorriso
lê-me a alma inteira
tem a luz que o caminho precisa
quando a escuridão se desenha

Teresa Almeida 18-09-2011

Sentei-me à noite ao luar

É uma bela pintura que estou a ver
ou estarei a sonhar?




Os  holofotes que incendeiam a  noite
e bordam a ouro as catedrais
serão reais?

As estradas brancas num azul cerúleo
deste céu que agora é meu
aonde me levarão?

As estrelas que ao alto cintilam
e a colina que suavemente se reclina
serão para mim?

Enfeitiçada
fiquei aqui


Teresa Almeida 17-09-2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

SANTORINI

Santorini - Grécia


Ainda é de noite                                        
e eu vou a correr para o dia                  
levada num mar picado e bravo
lá onde os sonhos descem do céu
e se fazem poesia
que fala todas as línguas

É como em varanda de camarote
que espreito o dia e vejo Santorini
o mais belo holofote
aceso sobre escarpas de breu                                         
E foi sobre a manhã azul e branca
que a minha alma se vestiu de festa
e a palavra nasceu

Teresa Almeida 16-09-2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

La Bouba de La Tenerie



Ye nua lhéngua amerosa, l mirandés, que you acabo de ler La Bouba de la Tenerie,  delantre de l mar, al çponer de l sol, a camino de Santorini, ua ilha an que ls homes acendírun casas albas de niebe anriba de canhones negros cumo tiçon.

Porqui nacírun ls diuses i Apolo gusta de cçispar fuogo ne l cielo ne ls redadeiros sfergantes de l die.

Tamien este libbro cçispa puls caminos scuros de la anquesiçon i pula forma cumo eilha barriu l praino mirandés antre ls seclos XVI i XVII.

Si ye berdade que la lhéngua tanto puode ser
ousada cumo remédio para sanar cumo
arma para sembrar males (pg.141).                      
 Assi i todo  beio eiqui la magie,        
 l sonido i la fuorça de la palabra znuda
acontra la eignoránça, l medio
i l´antoleránça.

Brabo Fracisco Niebro




Teresa Almeida 09-09-2011

Oitavo dia