sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Poema vadio
És um poema vadio
de rima desfeita espezinhada
As palavras, lágrimas sem fio
lançadas à toa na enxurrada
e de alma perdida
Foste escorregando da linha
amar já não quiseste
Roubaram-te a raça pura das ideias
Moribundo tristonho e sem graça
de ser tu deixaste
Teresa Almeida 21-09-2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Nem sempre acerto o ritmo
Nem sempre acerto o meu ritmo às ondas do mar
a mim parecidas no seu inconstante palpitar
A calmaria que eu sentiria se nelas me embalasse
naquele dia em que junto a mim despertaste
Nem sempre acerto o meu ritmo ao sabor do vento
que no meu olhar vai marcando o tempo
Mas agarrar-lhe-ia a força de mudar de direcção
para contrariar a saudade que me esfarrapa o coração
Nem sempre acerto o meu ritmo à trovoada
domingo, 18 de setembro de 2011
Sentei-me à noite ao luar
É uma bela pintura que estou a ver
ou estarei a sonhar?
ou estarei a sonhar?
Os holofotes que incendeiam a noite
e bordam a ouro as catedrais
serão reais?
As estradas brancas num azul cerúleo
deste céu que agora é meu
aonde me levarão?
As estrelas que ao alto cintilam
e a colina que suavemente se reclina
serão para mim?
Enfeitiçada
fiquei aqui
Teresa Almeida 17-09-2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
SANTORINI
Santorini - Grécia
Ainda é de noite
e eu vou a correr para o dia
levada num mar picado e bravo
lá onde os sonhos descem do céu
e se fazem poesia
que fala todas as línguas
É como em varanda de camarote
que espreito o dia e vejo Santorini
o mais belo holofote
aceso sobre escarpas de breu
E foi sobre a manhã azul e branca
que a minha alma se vestiu de festa
e a palavra nasceu
Teresa Almeida 16-09-2011
Ainda é de noite
e eu vou a correr para o dia
levada num mar picado e bravo
lá onde os sonhos descem do céu
e se fazem poesia
que fala todas as línguas
É como em varanda de camarote
que espreito o dia e vejo Santorini
o mais belo holofote
aceso sobre escarpas de breu
E foi sobre a manhã azul e branca
que a minha alma se vestiu de festa
e a palavra nasceu
Teresa Almeida 16-09-2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
La Bouba de La Tenerie
Ye nua lhéngua amerosa, l mirandés, que you acabo de ler La Bouba de la Tenerie, delantre de l mar, al çponer de l sol, a camino de Santorini, ua ilha an que ls homes acendírun casas albas de niebe anriba de canhones negros cumo tiçon.
Porqui nacírun ls diuses i Apolo gusta de cçispar fuogo ne l cielo ne ls redadeiros sfergantes de l die.
Tamien este libbro cçispa puls caminos scuros de la anquesiçon i pula forma cumo eilha barriu l praino mirandés antre ls seclos XVI i XVII.
Si ye berdade que la lhéngua tanto puode ser
ousada cumo remédio para sanar cumo
arma para sembrar males (pg.141).
Assi i todo beio eiqui la magie,
l sonido i la fuorça de la palabra znuda
acontra la eignoránça, l medio
i l´antoleránça.
Brabo Fracisco Niebro
Teresa Almeida 09-09-2011
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