Li-te a amargura e a saudade numa tarde quente de verão
a sensibilidade e a desilusão no verso desfeito e abandonado
Despontavam auroras num tempo perturbado de ausências
e de morangos vermelhos e carnudos atraiçoados no sabor.
Li-te nos lábios a dor da perda e o gelo das palavras
as sentidas idas aos recantos e encantos do nordeste.
Li-te a ternura das rosas decepadas em breve e sofrido caminho
um caminho que perdeste e sentiste no voo planado do abutre
na alegria berrante das mimosas que vaidosas enfeitiçam os matagais.
Li-te o desgosto mastigado ao lume de uma tarde de Agosto.
Murcharam as rosas que tanto amaste mas sinto que afagas a saudade
e buscas a essência do perfume nos espinhos de agrestes roseirais.
Teresa Almeida
a sensibilidade e a desilusão no verso desfeito e abandonado
Despontavam auroras num tempo perturbado de ausências
e de morangos vermelhos e carnudos atraiçoados no sabor.
Li-te nos lábios a dor da perda e o gelo das palavras
as sentidas idas aos recantos e encantos do nordeste.
Li-te a ternura das rosas decepadas em breve e sofrido caminho
um caminho que perdeste e sentiste no voo planado do abutre
na alegria berrante das mimosas que vaidosas enfeitiçam os matagais.
Li-te o desgosto mastigado ao lume de uma tarde de Agosto.
Murcharam as rosas que tanto amaste mas sinto que afagas a saudade
e buscas a essência do perfume nos espinhos de agrestes roseirais.
Teresa Almeida




