sei que há trambolhões desesperados
mas eleva-te acima, suspende-me
os meus pés estão pesados e a escrita
anda perdida no nosso descontentamento
caiu contigo da árvore que de fartura
atraiçoou o teu passo num galho mais frágil
sinto-te mais em mim mesmo afastado
ainda quero ter o teu voo ágil e a rima
e a palavra que tinha o sabor intenso e breve
do abraço justo, impaciente, delineado
no meu corpo desperto, em desassossego
ainda quero ter o teu voo ágil e a rima
e a palavra que tinha o sabor intenso e breve
do abraço justo, impaciente, delineado
no meu corpo desperto, em desassossego
quero ver-te no meio do bulício, sem medo
partilhando os sabores da amizade
quero voltar a sentir-te solto e leve
o pé em jeito de apanhar o primeiro acorde
e a vida em laivos de felicidade
partilhando os sabores da amizade
quero voltar a sentir-te solto e leve
o pé em jeito de apanhar o primeiro acorde
e a vida em laivos de felicidade
Teresa Almeida

