quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Feira do Livro


Respondendo ao convite que me foi endereçado, estarei amanhã  (11 de Setembro, pelas 20,30 h) na Feira do Livro em Mafamude - Vila Nova de Gaia.
Terei imenso prazer em abraçar os meus amigos.
Teresa Almeida

terça-feira, 9 de setembro de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Voltaremos

                                                    (Pôr do sol no Planalto Mirandês)


Voltaremos para atear a fogueira
 
Num rastro de fogo que se faz caminho largo e apelativo 
 
Será nossa a noite que semeia estrelas
 
 
 
Voltaremos para ganhar asas
 
Serão nossos todos os abraços poéticos
 
E os céus das mais belas melodias
 
Serão nossas as faúlhas que abrem madrugadas
 
 
 
Voltaremos para atear a fogueira
 
Nas emoções que escaldam as palavras
 
Será nosso um dueto único - em pleno voo
 
Teresa Almeida



domingo, 13 de julho de 2014

Chove na praça



Não sei se chove na praça meu amor          

se o vento desnuda as árvores

da confiança

que nos fustigam o caminho

e nos atiram cascalhos de mudança.                    

Uma a uma vão caindo as certezas,

os cabelos branqueando

e o sorriso amarelecendo.

As horas arrastam-se lentas e tardias

sem nos devolverem o tempo das cerejas

e as rosas que no peito me trazias.

Não sei se chove na praça meu amor

não sei se logo veremos as estrelas

e se o nosso olhar se cruzará entre elas.

Não sei se chove na praça meu amor,

se o tempo trará de volta a poesia,

se ainda me vestirei de esperança

e se encontrarei

a melodia que a aurora em nós escrevia.
Teresa Almeida
Pintura de Renoir

terça-feira, 3 de junho de 2014

Madressilva

Sou íntimo peregrino de emoções selvagens
enredo de madressilva, sedução bravia e verdadeira.

 Rodeiam-me sonhos que tropeçam nos caminhos,
 olhares sozinhos que vertem rios de esperanças
 e rebuscam mares, marés jovens, vida plena.

Sentidas gargalhadas, sangue a
pulsar, encostas de arribas.
Gritos de aves a céu aberto, futuro incerto
a desenhar-se na pele chamuscada de árvores nuas.
Nesta peregrinação existo e nada
se esvai que mereça ser dito.

De além do rio evoluem cenários
multicores, abraços que se atrevem

e há um filme ensaiado algures, no infinito,
intocável!

Se me vires com uma invejável madressilva
no decote

saberás que é todo o meu dote, meu
grito, meu verso de perfume silvestre.


Teresa Almeida

terça-feira, 13 de maio de 2014

De que falas?



 Dum entrelace que quase queima
e acende fogueiras no regaço?
Sei que nos teus lábios nasce o sol de Agosto...
e a pele tece rubra palavra.
É nos picos que Dezembro se despe
e de êxtase o jardim rejuvenesce.
É nas veias que acontece o sobressalto
e o meu corpo perdido em mar alto
é barco à vela, sôfrego de estrelas.

Teresa Almeida

Tempo Pascal