sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PARABÉNS, TERESA ALMEIDA!



Mulher das duas línguas de Miranda (1)
Excelsa professora em sua vida,
Hoje essa Poetisa amiga querida
Que cá no pensamento me ciranda,

Meu desejo de ir vê-la não abranda
Lá onde o Douro entra e na corrida
Se espalha em nossa Pátria na descida
Que o traz até ao Porto... e tanto anda!

Teresa de seu nome. A simpatia.
Que no modo de ser toda é poesia
Com gestos sempre alegres e ufanos!,

Que conte aniversários sem ter conta!
Que o sol que lá da Espanha lhe desponta
Lhe aqueça sempre a vida longos anos!

Joaquim Sustelo
(Administrador de Horizontes de Poesia)

(1) em Miranda do Douro fala-se português e mirandês
Parabéns Amiga!

 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Feira do Livro


Respondendo ao convite que me foi endereçado, estarei amanhã  (11 de Setembro, pelas 20,30 h) na Feira do Livro em Mafamude - Vila Nova de Gaia.
Terei imenso prazer em abraçar os meus amigos.
Teresa Almeida

terça-feira, 9 de setembro de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Voltaremos

                                                    (Pôr do sol no Planalto Mirandês)


Voltaremos para atear a fogueira
 
Num rastro de fogo que se faz caminho largo e apelativo 
 
Será nossa a noite que semeia estrelas
 
 
 
Voltaremos para ganhar asas
 
Serão nossos todos os abraços poéticos
 
E os céus das mais belas melodias
 
Serão nossas as faúlhas que abrem madrugadas
 
 
 
Voltaremos para atear a fogueira
 
Nas emoções que escaldam as palavras
 
Será nosso um dueto único - em pleno voo
 
Teresa Almeida



domingo, 13 de julho de 2014

Chove na praça



Não sei se chove na praça meu amor          

se o vento desnuda as árvores

da confiança

que nos fustigam o caminho

e nos atiram cascalhos de mudança.                    

Uma a uma vão caindo as certezas,

os cabelos branqueando

e o sorriso amarelecendo.

As horas arrastam-se lentas e tardias

sem nos devolverem o tempo das cerejas

e as rosas que no peito me trazias.

Não sei se chove na praça meu amor

não sei se logo veremos as estrelas

e se o nosso olhar se cruzará entre elas.

Não sei se chove na praça meu amor,

se o tempo trará de volta a poesia,

se ainda me vestirei de esperança

e se encontrarei

a melodia que a aurora em nós escrevia.
Teresa Almeida
Pintura de Renoir

terça-feira, 3 de junho de 2014

Madressilva

Sou íntimo peregrino de emoções selvagens
enredo de madressilva, sedução bravia e verdadeira.

 Rodeiam-me sonhos que tropeçam nos caminhos,
 olhares sozinhos que vertem rios de esperanças
 e rebuscam mares, marés jovens, vida plena.

Sentidas gargalhadas, sangue a
pulsar, encostas de arribas.
Gritos de aves a céu aberto, futuro incerto
a desenhar-se na pele chamuscada de árvores nuas.
Nesta peregrinação existo e nada
se esvai que mereça ser dito.

De além do rio evoluem cenários
multicores, abraços que se atrevem

e há um filme ensaiado algures, no infinito,
intocável!

Se me vires com uma invejável madressilva
no decote

saberás que é todo o meu dote, meu
grito, meu verso de perfume silvestre.


Teresa Almeida

Tempo Pascal