segunda-feira, 24 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Quando entro no teu leito
há um diálogo imperfeito
Talvez tenha que tê-lo e dizê-lo
para dele extrair a dor
e mergulhar no prazer de escrever,
dilacerar o teu seio inquieto
neste tema aberto,
na nostalgia do entardecer.
há um diálogo imperfeito
Talvez tenha que tê-lo e dizê-lo
para dele extrair a dor
e mergulhar no prazer de escrever,
dilacerar o teu seio inquieto
neste tema aberto,
na nostalgia do entardecer.
Se me tocas
trazes-me ainda a vontade de mudar de rumo,
a vontade de viver: talvez por ti, talvez por mim.
mas é certo que não te amo, não te quero perto,
não se reuniram os astros para te fazer minha,
não se voltaram os búzios
para te incluir na minha sina,
e se me quiseres terá que ser a doer,
porque aos pés da minha mãe não te vi,
porque, na hora em que nasci,
gritei!
trazes-me ainda a vontade de mudar de rumo,
a vontade de viver: talvez por ti, talvez por mim.
mas é certo que não te amo, não te quero perto,
não se reuniram os astros para te fazer minha,
não se voltaram os búzios
para te incluir na minha sina,
e se me quiseres terá que ser a doer,
porque aos pés da minha mãe não te vi,
porque, na hora em que nasci,
gritei!
Teresa Almeida
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Sabor do Poeta
Sente-se-lhe substrato, paladar.
A palavra é rio e mar. Vai!
Cai por medida ou escorrega desbragada.
Se embalada em partitura
é textura de poesia.
A palavra musicada é paraíso, é procura.
Viaja da sombra à luz!
Toca a imortalidade se levada à saciedade.
É angústia, bravura,
é a suavidade e a sensualidade do olhar
Sim, é ternura e aurora de mudança
quando aflora nos lábios de uma criança.
A palavra é o fascínio da cor
e o o bálsamo da dor, é esperança.
É presente degustado, aroma do passado.
É questionamento, indecisão,
movimento, libertação;
é a fricção do verso na melodia da canção.
A palavra só pode ser janela, porta aberta,
sabor do poeta.
Teresa Almeida
A palavra é rio e mar. Vai!
Cai por medida ou escorrega desbragada.
Se embalada em partitura
é textura de poesia.
A palavra musicada é paraíso, é procura.
Viaja da sombra à luz!
Toca a imortalidade se levada à saciedade.
É angústia, bravura,
é a suavidade e a sensualidade do olhar
Sim, é ternura e aurora de mudança
quando aflora nos lábios de uma criança.
A palavra é o fascínio da cor
e o o bálsamo da dor, é esperança.
É presente degustado, aroma do passado.
É questionamento, indecisão,
movimento, libertação;
é a fricção do verso na melodia da canção.
A palavra só pode ser janela, porta aberta,
sabor do poeta.
Teresa Almeida
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
FAZ-SE OUTONO
e a minha pele torna-se sensual, molhada,
acariciada da forma mais pura.
A cadência é meiga, redentora. Deixo-me penetrar!
Escuto a harmonia desta batida outonal!
Os primeiros frios exultam a sensibilidade, o sentir;
hidratam-me a mente. O outono depura-me o paladar.
acariciada da forma mais pura.
A cadência é meiga, redentora. Deixo-me penetrar!
Escuto a harmonia desta batida outonal!
Os primeiros frios exultam a sensibilidade, o sentir;
hidratam-me a mente. O outono depura-me o paladar.
Que venham as uvas maduras a beijar-me os lábios sedentos,
que venha a chuva, o vento e as aves tresloucadas,
que se dispam as árvores e para ti sejam verdade!
E nós, aquelas folhas bailarinas, esvoaçantes
sem sabermos onde arrumar o rigor do inverno,
conceberemos um recanto, um socalco nas arribas
aonde o rio nos possa namorar.
que venha a chuva, o vento e as aves tresloucadas,
que se dispam as árvores e para ti sejam verdade!
E nós, aquelas folhas bailarinas, esvoaçantes
sem sabermos onde arrumar o rigor do inverno,
conceberemos um recanto, um socalco nas arribas
aonde o rio nos possa namorar.
E todas as horas serão nossas e cantarão
nos olhos dos grifos e no orvalho das palavras
as madrugadas que se acenderão para nós.
O riso celebrará a festa que abriremos.
Ah! e os olhares! os olhares espelharão
o regalo da tarde e a luxúria do sol pôr.
E por ali ficaremos até sermos humos, flor, vida;
até percebermos o mistério a explodir
e um fio de emoção a abrir indefinidamente .
nos olhos dos grifos e no orvalho das palavras
as madrugadas que se acenderão para nós.
O riso celebrará a festa que abriremos.
Ah! e os olhares! os olhares espelharão
o regalo da tarde e a luxúria do sol pôr.
E por ali ficaremos até sermos humos, flor, vida;
até percebermos o mistério a explodir
e um fio de emoção a abrir indefinidamente .
Teresa Almeida
sábado, 13 de setembro de 2014
O Ocaso da vida
Há um entrançado divinal a ladear-te o caminho,
os tons esbatem-se na neblina e tu
deslizas num mundo que se vai diluindo...
e as tranças do cabelo embranquecendo.
Sentes que a vida se vai perdendo
à medida que os passos descem a ponte
em comunhão e intimidade construída.
Os candeeiros esguios são esculturas,
luz que findou nos cofres da luxúria.
os tons esbatem-se na neblina e tu
deslizas num mundo que se vai diluindo...
e as tranças do cabelo embranquecendo.
Sentes que a vida se vai perdendo
à medida que os passos descem a ponte
em comunhão e intimidade construída.
Os candeeiros esguios são esculturas,
luz que findou nos cofres da luxúria.
Desces com elegância e entardeces de bem contigo.
Pareces ter um destino escrito nas vestes escuras,
um mistério cravado nas pedras da calçada.
Olhas mas já não queres ver nem sentir.
A luz magoada da tarde realça a lonjura
e o movimento de desafio ao infortúnio.
Nos contornos esbeltos do teu corpo
escapa-se um jeito dolente que arrefece quem te vê.
Pareces indiferente em descontraída atitude.
Voltas as costas como quem cede a fatal destino,
sentes na pele o sol a arder no ocaso da vida.
Teresa Almeida
Pareces ter um destino escrito nas vestes escuras,
um mistério cravado nas pedras da calçada.
Olhas mas já não queres ver nem sentir.
A luz magoada da tarde realça a lonjura
e o movimento de desafio ao infortúnio.
Nos contornos esbeltos do teu corpo
escapa-se um jeito dolente que arrefece quem te vê.
Pareces indiferente em descontraída atitude.
Voltas as costas como quem cede a fatal destino,
sentes na pele o sol a arder no ocaso da vida.
Teresa Almeida

sexta-feira, 12 de setembro de 2014
PARABÉNS, TERESA ALMEIDA!
Mulher das duas línguas de Miranda (1)
Excelsa professora em sua vida,
Hoje essa Poetisa amiga querida
Que cá no pensamento me ciranda,
Meu desejo de ir vê-la não abranda
Lá onde o Douro entra e na corrida
Se espalha em nossa Pátria na descida
Que o traz até ao Porto... e tanto anda!
Teresa de seu nome. A simpatia.
Que no modo de ser toda é poesia
Com gestos sempre alegres e ufanos!,
Que conte aniversários sem ter conta!
Que o sol que lá da Espanha lhe desponta
Lhe aqueça sempre a vida longos anos!
Joaquim Sustelo
(Administrador de Horizontes de Poesia)
(1) em Miranda do Douro fala-se português e mirandês
Parabéns Amiga!
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
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