sexta-feira, 31 de agosto de 2018
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
terça-feira, 3 de julho de 2018
MULHER-MENINA
Como se me abraçasses à primeira volta
Na cintura da tarde enrubescida
E pura lágrima se desprendesse.
Como se na mão me confiasses
Um astro vivo de emoção.
E se murmurasses
Silenciosa canção matutina
E em cada verso apurasses
Minha intimidade de mulher-menina.
E se de segredos fizesses
Beijos ao vento
Meu voo insustentável
E o azul das águias nos picões do espanto.
E se apenas revelasses
Um jogo no espaço
Infinito rodopio ao som da montanha.
Repasseado e grito. Fonte tremendo.
Miranda querida
Mulher-Menina
Veio de água que meu canto
Estremece.
Estremece.
Teresa Almeida Subtil
https://www.facebook.com/carla.subtilrodrigues/videos/2231240856889991/UzpfSTEwMDAwMDgxNjk4ODM2MjoxNzM4NjY3M
Agradeço à minha filha a surpresa e o carinho deste vídeo.
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Agradeço à minha filha a surpresa e o carinho deste vídeo.
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Infinito detalhe
O universo é película de espelho verde
Olhar flutuante de menina
Asa de borboleta. Infinito detalhe.
É rosa que se pronuncia
E vagabundeia a atmosfera do lugar.
É aroma que, ao meio,
Se aprofunda.
É pétala que o verso acende
E no poema sucumbe.
“Gosto de rosas epistolares”
E de saias aos folhos, despidas uma a uma.
Teresa Almeida Subtil
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Reino de utopia
Seria o coaxar das rãs ao sol-pôr
A oblíqua cruz desenhada no terreno
Despido. Ou o cheiro a feno?
As pétalas disputavam
O brilho do poeta e a aura do pintor
E o charco absorvia o deleite de fim de tarde.
E havia um poema a macerar a cerejeira.
E a disputa, a arte, o acaso do jogo
E a excitação. O brinde, a celebração.
Ao fino néctar degustado
Vibrava o verde das copas
E os translúcidos corpos evaporados
As rãs entoaram uma nota acima
E o breu abriu os portões da despedida.
E o que nos seduziu?
Terá sido este reino de utopia
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Talbeç l pingacho le pinte / Talvez "l pingacho" lhe pinte
Talbeç l pingacho le pinte
La fin de maio ye ua ala çpindurada
Un poema ameroso screbido nua faia
Ye l sonido i la chama
Ye dar l pie nua moda de siempre.
Talbeç l pingacho le pinte
La fin de maio inda nun se percebe
Ye paixarico amboubecido
na raia
na raia
Inda trai las einaugas a beilar
Las ligas berdes a relhuzir
I las letras tristes por resgar.
Talvez "l pingacho" lhe pinte
O fim de Maio é uma asa pendurada
Um poema amoroso escrito numa fraga
É som e chama
É dar ao pé uma moda de sempre
Talvez "o pingacho" lhe pinte
O fim de Maio ainda não se percebe
É passaro enlouquecido na raia
Traz folhos a bailar
Ligas verdes a brilhar
E letras tristes por rasgar.
Talvez "o pingacho" lhe pinte
O fim de Maio ainda não se percebe
É passaro enlouquecido na raia
Traz folhos a bailar
Ligas verdes a brilhar
E letras tristes por rasgar.
Teresa Almeida Subtil
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Despudor / Sien bergonha
Despudor
Toco-te, delicada, quase com ternura.
Olho a elegância arroxeada
e os matizes agradam-me.
Toco uma e outra vez … avanço e …
continuo a cobiçar-te …
É à toa que te folheio, e irrompo desastrada.
O último verso é mesmo o primeiro.
E percorro o poema sorvendo cada detalhe
que te é pele, que te é cheiro, despudor,
oblíqua miragem.
E se me quiser afogar de claridade,
preciso de me tornar íntima aragem
e ser do prado o teu olhar.
Sien bergonha
Topo-te, suable, quaije cun ternura.
Miro la simprecidade a dar al roixo
i l rostro agrada-me.
Topo ua i outra beç … arremeto i …
cuntino a cobiçar-te …
Ye a búltio que te leio, i bolo alborotada.
L redadeiro berso ye mesmo l purmeiro.
I cuorro l poema buendo cada cachico
que te ye piel, que te ye oulor, sien bergonha,
retrocida eimaige.
I se me quejir afogar de claridade,
perciso de me tornar íntema araige
i ser de l balhe l tou mirar.
Teresa Almeida Subtil
Lido no Congresso meu poema da Antologia de Autores Transmontanos
Durienses e da Beira Transmontana.
Durienses e da Beira Transmontana.
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